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Mercedes: Teto de 150 milhões de dólares "não é possível"

Mercedes acredita que um teto orçamentário de 150 milhões de dólares não é "viável" para as grandes equipes da Fórmula 1, mas Toto Wolff diz que o fabricante alemã está interessada em encontrar compromissos para controlar as finanças

Chase Carey, Chairman, Formula One, talks to Toto Wolff, Executive Director (Business), Mercedes AMG
Niki Lauda, Mercedes AMG F1 Non-Executive Chairman and Toto Wolff, Mercedes AMG F1 Director of Motor
Chase Carey, Chief Executive Officer and Executive Chairman of the Formula One Group and Toto Wolff,
Toto Wolff, Mercedes AMG F1 Director of Motorsport
Toto Wolff, Executive Director, Mercedes AMG, speaks to the media
Toto Wolff, Mercedes AMG F1 Director of Motorsport
Ross Brawn, Managing Director of Motorsports, FOM, and Chase Carey, Chairman, Formula One
Toto Wolff, Executive Director, Mercedes AMG, signs an autograph

Os chefes da F1 apresentaram sua visão de futuro para as equipes no Bahrein nesta sexta-feira, e a cifra de 150 milhões de dólares foi mencionada como um possível teto para os gastos.

No entanto, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, disse à Sky Sports no Bahrein que esse número não inclui várias áreas de gastos, e que as maiores equipes não conseguiriam reduzir seus orçamentos a esse nível.

"Esse número precisa ser visto em perspectiva, porque o marketing está excluído, os pilotos estão excluídos, muitas outras atividades estão excluídas", disse Wolff.

"Há muitas coisas que fazemos como um fabricante onde trabalhamos para a unidade de energia que é para o benefício dos clientes também”.

"Então esse número é muito baixo para as grandes equipes, mas se você olhar nos detalhes, precisamos trabalhar com a Liberty e encontrar um compromisso”.

"Esse número não será possível, mas talvez algo sensato [seja] - estamos todos vivendo na mesma realidade financeira”.

"Quando você adiciona todos os gastos extras que estão sendo excluídos, você provavelmente chega a um número muito maior do que 150 milhões de dólares, talvez 250 milhões, então de repente não parece mais tão louco. Minha maior prioridade é proteger nossa estrutura e nosso pessoal”.

"Temos que considerar que estivemos aqui há muito tempo, o mesmo com a Ferrari, a Red Bull e algumas das estruturas maiores”.

"Você precisa definir e dizer 'esta é a nossa situação, como podemos alcançar o sucesso na Fórmula 1, como podemos limitar os custos, como podemos alcançar um modelo de negócio sustentável?', sem ter dificuldades".

Wolff disse que está "em discussão sobre qualquer coisa" de um carro de F1 em termos de padronização de peças, desde que as peças que são padronizadas não sejam "benéficas para o torcedor, para o esporte" e dependendo do custo.

Não mais no escuro

Wolff acrescentou que a apresentação dos chefes da F1 agora dá às equipes a oportunidade de fornecer feedback sobre quais áreas serão possíveis e o que pode ser necessário revisitar.

"Antes estava tudo muito no escuro", disse. "Agora sabemos qual é a posição e podemos trabalhar para essa posição”.

"Agora, pelo menos você pode avaliar isso apropriadamente e dizer o que nós gostamos, o que não gostamos, o que é viável e o que não é”.

"Temos que avaliar como alcançaremos o compromisso, essa será nossa principal prioridade”.

"Contanto que tenhamos confiança de que há boas ideias surgindo que aumentarão a receita, isso aumentará nosso público e preservará o que já temos, estamos dentro”.

"Queremos preservar as tradições da Fórmula 1. É um esporte de alta tecnologia, os melhores pilotos de corrida nas melhores máquinas”.

"Contanto que possamos manter isso com um sólido modelo de negócios, estamos felizes".

Confira as melhores disputas do GP do Bahrein

 

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