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Conteúdo especial

Momento de reverência na selva: hoje é aniversário do "Leão"

Nigel Mansell completa hoje 62 anos. Inglês foi o único na história a ser campeão da F1 em um ano e da Indy no seguinte

Nigel Mansell no grid
Felipe Massa, Williams com Nigel Mansell
Nigel Mansell
Nigel Mansell no grid
Nigel Mansell no grid
(Esquerda para direita): Kamui Kobayashi, Caterham, com Nigel Mansell, comissário da FIA
Nigel Mansell entretém os fãs
Nigel Mansell
(Esquerda para direita): Kamui Kobayashi, Caterham, com Nigel Mansell, comissário da FIA
Niki Lauda, Mercedes Presidente de Honra, com Nigel Mansell, (direita) FIA Comissário
Nigel Mansell, FIA Comissário

Nigel Mansell é um daqueles pilotos que, mesmo não sendo brasileiro, está na memória - e porque não dizer - no coração dos torcedores. Dentro do período mais vitorioso do Brasil na Fórmula 1, ele conseguiu bater de frente tanto com Nelson Piquet, como Ayrton Senna. Mas se engana quem pensa que o "Leão" - apelido que explicaremos mais tarde - teve sua carreira marcada apenas por episódios bizarros. Mansell pode se orgulhar de suas vitórias e se colocar como referência nas duas mais tradicionais categorias de monopostos do mundo.

"Bicampeonato" único

Mansell pode não ter o maior número de títulos dentro do automobilismo - e está muito longe disso - mas somente ele pode bater no peito para um grande feito: é o único piloto na história que saiu campeão da Fórmula 1, pegou sua bagagem, foi para os Estados Unidos e se tornou campeão da Indy no ano seguinte. Na F1, com a Williams, em 1992, ele dominou totalmente as ações, com nove vitórias, em 16 provas, 12 pódios e 14 poles. Em número de pontos foi covardia. Foram 108 pontos no total, contra 56 de Riccardo Patrese - seu companheiro de Williams -, 53 de Schumacher e 50 pontos de Ayrton Senna. Independentemente do nível do carro que seu time possuía, foi uma campanha verdadeiramente de campeão.

Após desentendimento com Frank Williams, Mansell resolveu sair da equipe e da categoria. Assinou com a Newman/Haas Racing para substituir Michael Andretti, que fez o caminho contrário, indo para a F1. Tendo ao seu lado o lendário piloto Mario Andretti, Mansell chegou dando as cartas na série, mas não teve vida tão fácil como no ano anterior. Em 15 provas disputadas, foram cinco vitórias, dez pódios e sete poles. O Leão ainda se "deu ao luxo" de não disputar uma etapa, em Phoenix, quando bateu nos treinamentos, desmaiou e acabou sendo sacado da prova por recomendações médicas. Naquela campanha, Mansell terminou oito pontos à frente de Emerson Fittipaldi. Conseguindo ser também o único campeão da CART, sendo o rookie do campeonato.

Na F1

Voltando à maior categoria do automobilismo mundial, ele iniciou a carreira em 1980, correndo apenas duas etapas pela Lotus, onde ficou até 1984, não conseguindo vencer, mas com cinco pódios e uma pole no período. As quatro temporadas seguintes foram pela Williams, quando acabou virando o grande caçador de Nelson Piquet no tricampeonato do brasileiro em 1987. Nessa sua primeira passagem na equipe de Frank Williams foram 13 vitórias, 21 pódios e 11 poles. Ele voltaria à escuderia em 1991, quando se tornou vice-campeão de Ayrton Senna, em 1991 e garantindo êxito no ano seguinte como já relatamos.

A Ferrari pode ter sido uma breve passagem para Nigel, mas foi marcante por pelo menos duas razões. A primeira é que Nigel Mansell foi o último piloto escolhido por Enzo Ferrari antes de sua morte. O lendário dono da escuderia italiana morreu em 14 de agosto de 1988, aos 90 anos, ainda sem a estreia do Leão. Dias depois, no GP da Itália, em Monza, a equipe conquistou a única dobradinha daquela temporada, com Gerhard Berger e Michele Alboreto.

Outro fato marcante é justamente seu apelido, o "Leão". Estando no time que mais se assemelha a uma equipe de futebol, os tiffosi apelidaram Mansell de Leão por conta de seu estilo agressivo de pilotagem. O apelido pegou até aqui no Brasil. Outra coincidência é o signo. Hoje, 8 de agosto, o horóscopo nos diz que estamos sob o signo de Leão. Coincidência?

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