Montezemolo vê Leclerc como futuro campeão da Ferrari mas reitera papel de pilotos em servir equipe
Ex-presidente da Ferrari analisou a situação entre Vettel e Leclerc após renovação de piloto monegasco
A Ferrari ganhou seu último título mundial há 12 anos, desde o sucesso de Kimi Raikkonen em 2007, e desde então, a equipe chegou à última corrida em condições de conquistar o título por três vezes: em 2008 com Felipe Massa e em 2010 e 2012 com Fernando Alonso.
O denominador comum desse período é quem era o presidente, Luca Cordero di Montezemolo. Desde que deixou o comando, em 2014, os pilotos da escuderia sequer estiveram perto de lutar até a última corrida por um título.
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"Eu esperava que o último Mundial fosse melhor, dadas as premissas iniciais e os testes de inverno", disse Montezemolo à Sky Sports. "Há alguns anos que a Ferrari não conquista o título porque existem muitas variáveis que influenciam, mas é que durante esses anos nunca esteve em posição de lutar até o fim.”
"Tenho algumas lembranças ruins, de muitos campeonatos perdidos na última corrida da temporada, mas pelo menos até o final havia uma chance de vencer. Em vez disso, este ano e no passado, isso não aconteceu e lamento.”
"Montei uma equipe para lembrar com (Jean) Todt, (Ross) Brown, (Stefano) Domenicali e (Rory) Byrne. (Mattia) Binotto é inteligente, no próximo ano espero uma melhoria da Red Bull e do motor Honda, mas a Ferrari tem todos os elementos para tentar, pelo menos, vencer e lutar até a última corrida."
A Ferrari anunciou antes do Natal que havia prorrogado o contrato de Charles Leclerc até o final de 2024, que segundo Montezemolo, poderá ser o homem para levar a equipe de volta à glória.
"Leclerc é um piloto que pode vencer, um cara durão e inteligente que aprende com os erros e pode se tornar um campeão."
No entanto, na sua opinião, em Maranello, eles não devem cometer o erro de negligenciar Sebastian Vettel, que pode ser um valor agregado, mesmo que seu contrato expire no final de 2020.
"Vettel deve estar calmo, ter confiança em seus meios, que são muito fortes. Ele deve ter um diálogo muito aberto com a equipe. Os últimos anos de contrato são delicados."
Uma coisa que certamente quem comanda a Ferrari deve tentar melhorar é a gestão dos dois pilotos na pista, já que em 2019 houve situações que poderiam ter sido evitadas.
"Houve momentos que tiveram um impacto negativo sobre a equipe, os pilotos devem saber que não estão competindo por eles e eu disse a Barrichello uma vez. É preciso muita clareza e uma grande vontade de ambos de perceber isso. É uma grande responsabilidade que Binotto e a equipe terão, uma questão delicada", concluiu.
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