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“Não quero parar no momento errado", afirma Ross Brawn

Chefe da Mercedes reconhece que sua carreira está chegando ao fim, mas diz que decisão de parar virá dele mesmo

 

Depois de mais de 20 anos dedicados à Fórmula 1 e marcados pela sequência de cinco títulos na Ferrari, Ross Brawn reconhece que está chegando perto do fim da carreira. Porém, o chefe da Mercedes demonstra a intenção de buscar um último título, com os alemães, antes de pendurar os headfones e deixar o pitwall do time de Lewis Hamilton e Nico Rosberg.

“Vou parar um dia. Acho que estou no outono da minha carreira”, afirmou em entrevista ao blog de James Allen. “Não quero parar no momento errado. Gostaria que fosse uma escolha minha e o melhor para a equipe. Quero estar o mais perto possível do topo: vencer corridas, e tomara, campeonatos, é a razão pela qual estou na Fórmula 1.”

Os rumores sobre a aposentadoria de Brawn aumentaram com a chegada de Paddy Lowe à Mercedes, há dois meses. O ex-McLaren assumiria a chefia da parte técnica, o que hoje está nas mãos de Brawn. A parte comercial da equipe está sob os cuidados de Toto Wolff.

Relembrando os melhores momentos da carreira, o inglês de 58 anos surpreendeu ao apontar o título da equipe que levou seu nome, a Brawn, como seu auge.

Depois de ser bicampeão na Benetton como diretor técnico em 1994 e 1995, Brawn foi levado por Michael Schumacher para a Ferrari. Em Maranello, foi responsável direto pelos anos de sucesso do time e os cinco títulos do alemão. Em 2007, decidiu se afastar da Fórmula 1, voltando no ano seguinte para dirigir a Honda. Como os japoneses decidiram sair da categoria ao final daquela temporada, Brawn ficou com o espólio da equipe e viabilizou um projeto de última hora e alto risco. Confiante em seu projeto, o engenheiro comandou o time na campanha que resultou nos títulos de pilotos e equipes.

 “Na Ferrari, demorou três anos para chegarmos onde queríamos. Foram três anos de trabalho duro, então foi diferente e conseguimos fazer isso durar muito tempo – foi especial. Mas a temporada de 2009 sempre estará guardada comigo, especialmente pelas pessoas e a maneira como a equipe se uniu. Foi um período mágico devido aos traumas por que passamos no final de 2008. Foi incrível sair daquela situação com dois campeonatos.” 

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