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Entrevista

Nasr: Salvei a Sauber de um colapso em 2016

Brasileiro esteve em Interlagos e falou sobre vida fora da Fórmula 1 e da recusa de ingressar à Indy por causa do calendário

Felipe Nasr, Sauber celebrates ninth place with the team

Felipe Nasr matou a saudade da Fórmula 1 nesta sexta-feira em Interlagos, onde reviu vários de seus ex-colegas de equipe e pessoas com quem trabalhou recentemente na categoria. Os assuntos, entre outros, foram as lembranças da épica prova em solo brasileiro em 2016, quando chegou na nona posição, fato inédito para a Sauber naquela temporada, além do título do IMSA deste ano.

Em entrevista exclusiva ao Motorsport.com Brasil, ele relatou a sensação de poder mostrar seu talento, mesmo que longe da Fórmula 1.

“Não tem sensação melhor do que você estar em um bom carro, em uma equipe competitiva, em um ambiente que te dê condições de brigar por um campeonato e era isso que eu estava sentindo falta. Pude me encontrar muito bem nesse sentido nos Estados Unidos.”

“Depois da saída da Sauber, o ano de 2017 parado, um pouco fora das pistas, mas me mantive ativo em alguns treinos que fiz e concentrei todas as minhas forças no campeonato deste ano graças ao convite da Action Express. Então, não poderia ter encontrado uma maneira melhor de encontrar esses ingredientes de novo. Eu sei da minha capacidade e eu precisava apenas desses ingredientes juntos para mostrar um bom resultado e foi o que aconteceu.”

“Eu não conhecia nenhuma pista dos Estados Unidos, além de Daytona, já pude fazer um ano vencedor. Tive um ano vitorioso e conquistei os dois campeonatos, tanto de endurance quanto do IMSA.”

Nasr também falou se aceitaria o convite de uma possível volta à F1. O brasiliense não fecha a porta, mas vagas como a da Sauber, nunca mais.

“Sobre a F1, uma coisa que aprendi na vida é de nunca desistir de nada, mas acho que meu caminho está muito bem consolidado nos Estados Unidos, acho que aqui a oportunidade que eu aceitaria seria para algo muito concreto e sólido, o que não é o caso. As equipes disponíveis hoje são aquelas que estão mais abaixo do grid.”

E diz que não guarda mágoa de ninguém ou de algo: “Não tem como guardar mágoa. Eu guardo os bons momentos que tive. Fiz uma das minhas melhores corridas na F1 aqui em Interlagos na chuva. Acho que tínhamos o pior carro, os dois largaram em último e cheguei em nono, salvando a equipe de um colapso. Você depende de muitos outros fatores, nem só o resultado em si, eu sei que minha parte eu cumpri muito bem.”

A recusa para a Indy

Se adaptando bem aos Estados Unidos, Felipe Nasr atraiu as atenções de outra categoria norte-americana, a Indy. Entre outros convites recebidos, um da Rahal Letterman Lanigan Racing e outro da Schmidt Peterson, na vaga de Robert Wickens. Mas o comprometimento do piloto brasileiro é maior com o IMSA e ele acabou não aceitando.

“Tive conversas, uma até com Bob Rahal, só que eu tenho mais um ano de contrato com o IMSA e, infelizmente, tem duas datas que batem e não fica viável.”

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