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Sem vaga em equipes com estrutura razoável na Fórmula 1 para a temporada 2013, Bruno Senna fechou com a Aston Martin para correr no WEC neste ano. Porém, o piloto não descarta totalmente voltar a correr na categoria em que disputou duas temporadas completas entre 2010 e 2012.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o piloto deixou claro que, mesmo de contrato assinado, consideraria um retorno e revelou a forma abrupta com que as negociações que mantinha com a Force India foram encerradas.

“É difícil entender o que acontece na Force India. Eles estão aparentemente com outras prioridades no momento, parece que a definição do segundo piloto tem um segundo nível de importância. Negociamos com eles, mas em um certo momento, eles desapareceram e parece que não foi só conosco que isso aconteceu”, revelou. “Claro que você nunca diz nunca para a F-1, então, se meu telefone tocar hoje e eles quiserem conversar comigo, vamos ver como são as condições. Mas não seguro meu fôlego esperando isso.”

O brasileiro reconheceu que buscou vagas como piloto de testes na Fórmula 1. Acredita-se que o piloto tenha entrado em contato, inclusive, com a McLaren. Porém, a experiência ruim da Renault (atual Lotus) em 2011 pesou. “Ser piloto de testes era uma das oportunidades, teria de ser com uma das equipes grandes para ter alguma chance de futuro. Mas, no final das contas, o que quero fazer é correr. Vi como foi difícil passar seis ou sete meses sem correr em 2011 e ir direto para o carro, sem treinar. Então um dos pré-requisitos seria combinar isso [ser piloto de testes] com correr em outras categorias. Tentamos isso com as equipes com que conversamos, mas não foi possível. A F-1 é um mundo meio fechado, é difícil conciliar com outras coisas, então, no momento, infelizmente o caminho é fora da F-1.”

Sobre a Williams, Senna espera que a equipe continue o desenvolvimento do carro do ano passado e cresça ainda mais. “Se eles conseguirem desenvolver o carro em cima do que a gente traçava ano passado, têm um potencial muito bom."

O brasileiro elogiou seu substituto na equipe, Valtteri Bottas, que era piloto de testes ano passado, mas salientou que o finlandês terá algumas dificuldades para vencer. “O Valtteri com certeza terá um desafio grande a sua frente. É um piloto rápido, mas terá de aprender muito sobre os pneus e vai encarar a distância de GP – lembrando que as últimas corridas que ele fez, em 2011, eram de GP3, mais curtas. Mas acho que ele tem potencial para ir bem. Espero que seja um bom substituto, pois caso contrário seria ainda mais frustrante vê-lo não indo bem em um ano em que eu poderia ir bem.” 

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