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Imprevisibilidade da gestão de energia deixa competidores inseguros sobre ritmo de quem se aproxima

Alexander Albon, Williams

Alexander Albon comentou sobre o impacto dos regulamentos da Fórmula 1 de 2026, que, segundo ele, foram discutidos no briefing dos pilotos.

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A diferença de velocidade entre os carros que utilizam energia e os que a recuperam tem sido um tema desde os testes de pré-temporada e ganhou destaque após o grave acidente de Oliver Bearman em Suzuka, quando o jovem britânico perdeu o controle de seu carro da Haas a 308 km/h ao se aproximar do Alpine de Franco Colapinto, que estava 45 km/h mais lento.

De acordo com Albon, isso também está ligado à aerodinâmica ativa e à forma como o Modo Reta e o Modo Curva operam em diferentes carros.

Além disso, tem-se observado que os pilotos não têm controle total sobre seus carros. “Eu nem queria ultrapassar o Lewis [Hamilton]. É que a minha bateria dispara, eu não quero que dispare, mas não consigo controlá-la”, revelou Lando Norris no final do GP do Japão.

Como resultado, Albon confessa que às vezes se preocupa com a possibilidade de um carro desgovernado atrás dele causar um acidente.

“Nós conversamos sobre isso no briefing dos pilotos, sobre as velocidades de aproximação, defesa, movimentação e todas essas coisas”, comentou o piloto da Williams. “É uma situação bem estranha agora, porque você quer se defender, mas às vezes fica preocupado com o carro atrás – se eles estão no controle do carro.”

“Talvez a gente precise tornar o próprio Modo Reta um pouco mais estável ou menos potente, ou algo assim. Mais parecido com um DRS normal que você possa controlar com facilidade. Não sei.”

Independentemente disso, Albon teve um fim de semana difícil em Suzuka, onde foi eliminado no Q1 antes que a problemática Williams transformasse sua corrida em "uma espécie de sessão de testes" – que envolveu a distribuição de energia.

"Queríamos testar algumas coisas com a asa dianteira e, por isso, aproveitamos esse intervalo de cinco semanas para mapear o carro e entendê-lo melhor, além de analisar alguns dados", explicou o piloto tailandês. "Então, foi o que fizemos. Acho que não havia pontos a serem conquistados na corrida.”

"Na verdade, tínhamos um plano de testes bem elaborado. Basicamente, a reunião consistia em fazer 10 voltas assim, cinco voltas assado, cinco voltas assado, cinco voltas assim, 10 voltas assado, e o problema persistia.”

"Acho que em alguns momentos da corrida funcionou bem e consegui me manter no pelotão, mas se você olhar meu gráfico de corrida e me vir caindo para trás, é aí que os problemas começam. Naquele momento pensamos, honestamente, que não conseguiríamos resolver o problema ali, então poderíamos muito bem transformar isso em uma sessão de testes.”

A Williams está atualmente em nono lugar no campeonato de construtores com dois pontos, à frente apenas da Cadillac e da Aston Martin, com a Audi à frente pelo critério de desempate.

FUTURO de VERSTAPPEN, integração com RED BULL, BORTOLETO, SEGURANÇA da F1 e mais | RAFAELA FERREIRA

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