O que esperar dos protagonistas da F1 em 2026?
Dupla da McLaren estará sob os holofotes, mas outros nomes têm muita coisa para provar
Foto de: Zak Mauger / LAT Images via Getty Images
A temporada de 2025 da Fórmula 1 fechou um período técnico da categoria e 2026 é um recomeço para todos. Todos os pilotos serão colocados em situações parecidas: carros novos, motores novos e regras novas. No entanto, alguns competidores estarão no centro das atenções - seja pelo time que defendem, ou por terminaram o último ano.
Lando Norris e Oscar Piastri começam o ano em polos completamente diferentes. Enquanto o britânico se tornou campeão pela primeira vez, o australiano foi apenas o terceiro após uma sequência de erros que lhe custou o título. A dupla da McLaren será colocada sob o microscópio e precisará mostrar resultado.
Mas quem o que os principais nomes da F1 vão precisar provar em 2026? O Motorsport.com separou alguns competidores para avaliar.
Foto de: Altaf Qadri / POOL / AFP via Getty Images
Lewis Hamilton
O "sonho" de correr pela Ferrari se transformou em "pesadelo", como o próprio Lewis Hamilton definiu ao fim da temporada. O britânico viveu um ano muito abaixo do esperado com o carro de Maranello e deixou claro que a mudança para o time vermelho pode ser mais turbulenta do que o imaginado.
Sete vezes campeão mundial, Hamilton divide esse patamar apenas com Michael Schumacher. O currículo, por si só, sustenta a ideia de que o britânico não tem mais nada a provar para torcedores, equipes ou críticos.
A transferência para a Ferrari foi a realização de um sonho. Quase todos os pilotos de F1 tem o objetivo de, um dia, defender os italianos pela história que a equipe carrega. Porém, para Lewis, 2025 foi instável e apenas com lampejos do Hamilton que estamos acostumados a ver nas pistas.
A sequência de frustrações e resultados ruins - que muitas vezes esteve relacionado a questões técnicas no carro - foi o suficiente para abalar a confiança de Lewis no meio da temporada. O piloto terminou o ano bastante frustrado e declarou que gostaria de passar um longo tempo sem pensar em trabalho.
É nesse ponto que entra 2026 — e, possivelmente, 2027. Mais do que responder à Ferrari, aos fãs ou à opinião pública, Hamilton precisa elevar sua própria moral. Provar a si mesmo que ainda tem o que é preciso para seguir no mais alto nível e encerrar a carreira sem a sensação de que seu legado foi manchado por uma desistência silenciosa.
Não esperamos que Hamilton lute pelo título em 2026, afinal, não dá para exigir uma mudança tão drástica em pouco tempo. Mas começa a fazer mais sentido exigir resultados mais próximos de Charles Leclerc, afinal, é o único piloto com o qual podemos compará-lo, por ter exatamente o mesmo maquinário.
Lewis Hamilton, Ferrari
Foto de: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images
Max Verstappen
Em 2025, Verstappen foi, sem dúvidas, o piloto mais regular entre os 20 competidores, o grande problema foi o carro da Red Bull que não acompanhou o ritmo do tetracampeão. Ele terminou apenas dois pontos atrás de Lando Norris na classificação, conseguindo superar Oscar Piastri, que também tinha o melhor carro do grid, apesar da falta de atualizações no fim da temporada.
O piloto da Red Bull chega com os ombros mais leves e sem grande pressão, isso porque o maior desafio está nas mãos da equipe e parceria com a Ford para produzir o novo motor.
Verstappen já provou seu talento - afinal, foram quatro títulos consecutivos. A vice-liderança inesperada no fim de 2025 foi apenas a cereja do bolo para colocá-lo entre os maiores nomes da categoria e deixar o caminho aberto caso ele queira explorar novos ares (algo que ele já deixou claro que pretende fazer em um futuro próximo).
As próximas temporadas servirão para Max tomar a decisão se fica ou se deixa a F1. Tudo depende muito mais de como a parceria Red Bull-Ford se apresentará ou se outra equipe - Mercedes ou Aston Martin - consiga convencer o holandês a dar uma chance para um novo projeto, do que do próprio piloto.
Lando Norris
Se Verstappen inicia a temporada praticamente sem pressão, Norris também começa mais leve após conquistar seu primeiro título mundial. O britânico fez o que precisava em 2025 e chegou ao topo, o que naturalmente tira um peso dos ombros — ainda que não o deixe totalmente confortável.
Nenhum competidor de elite se contenta com apenas um título. A cobrança para a segunda conquista costuma ser menor, especialmente em um ano de mudança de regulamento e de novos motores, que tendem a embaralhar as forças do grid. Ainda assim, Norris estará no centro das atenções, com todos os holofotes voltados para o carro que estampará o #1.
Em 2026, ele não entra com a obrigação imediata de se tornar bicampeão mundial. Mas isso não significa margem para desaparecer e cometer erros. Mesmo sem pressão pelo título, Norris não pode permitir que seus próprios resultados o coloquem em uma posição de campeonato abaixo do esperado — independentemente de eventuais falhas da McLaren ou de um carro que não seja suficientemente competitivo para brigar na frente.
Traduzindo para palavras mais diretas: Norris precisa manter o mesmo nível ou até mesmo melhorar seus resultados - visto que ele venceu apenas sete corridas em 2025.
Lando Norris, McLaren, Max Verstappen, Red Bull Racing
Foto de: Rudy Carezzevoli / Getty Images
Oscar Piastri
Se Norris começa 2026 em um cenário mais confortável, Piastri entra na temporada pressionado a apagar a má impressão deixada na reta final do último campeonato. O australiano liderou a tabela por cerca de seis meses, construiu uma vantagem sólida sobre Verstappen — 104 pontos até o GP da Holanda — e chegou a controlar a proximidade do próprio companheiro de equipe.
O cenário mudou a partir da saída do calendário europeu. Com dificuldades para extrair desempenho do MCL39, Piastri passou a cometer erros decisivos, perdeu a consistência e viu o título — e até o vice-campeonato — escapar.
Terminar a temporada 11 pontos atrás de Verstappen foi suficiente para transformar 2026 em um ano de cobrança - interna e externa. A expectativa é de uma campanha mais limpa, sem repetir falhas em pistas de baixa aderência — um desafio ainda maior em um grid que não contará mais com o efeito solo, base do comportamento dos carros nos últimos anos.
Gabriel Bortoleto
Gabriel Bortoleto tem a mesma exigência dos outros novatos de 2025: continuar mostrando consistência. Não se espera que nenhum vença uma corrida - dado as equipes que eles defendem e os companheiros de equipe muito mais experientes. Destacamos o nome de Bortoleto porque ele seguirá sendo o foco dos brasileiros.
Há, porém, um fator que o diferencia dos demais: o brasileiro será o único a correr por uma equipe em plena fase de reconstrução. A Audi assume o lugar da Sauber em 2026, marcando sua estreia oficial na F1 e um projeto que começa praticamente do zero.
Com esse cenário em mente, Bortoleto precisa manter o nível que apresentou ao longo de 2025, mantendo-se próximo - ou até à frente - de Nico Hulkenberg. Ao mesmo tempo, a cobrança será maior, uma vez que os erros de novato não serão mais aceitos e ele precisará fazer alguns ajustes no comportamento com o carro.
VINGANÇA de Piastri? VITÓRIA de BORTOLETO? REVIRAVOLTA de Hamilton? Os DUELOS nos times em 2026
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