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OPINIÃO F1: ‘Drive to Survive’ perde ‘fôlego' e oitava temporada evidencia desgaste

Com oito episódios, a série resume quase todos os acontecimentos de 2025, mas deixa de fora questões importantes

F1 drivers group photo

Foto de: Simon Galloway / Motorsport Images

Não podemos dizer que o ano de 2025 da Fórmula 1 foi morno. Entre disputas intensas na pista, bastidores movimentados e episódios caóticos, o campeonato ofereceu material abundante para uma adaptação envolvente. Por isso, é natural que esperássemos que a oitava temporada de Drive to Survive chegasse cercada de expectativa, mas não foi exatamente isso que aconteceu.

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Atenção: este texto pode conter spoilers.

A produção estreou nesta sexta-feira (27), na Netflix, com oito episódios - dois a menos do que o último ano - que prometem fazer um resumo de tudo que aconteceu em 2025. O foco precisa ser a palavra resumo.

A narrativa construída ao longo dos episódios não segue uma linearidade fiel aos fatos. Não é novidade que a série privilegia o drama em detrimento da cronologia rigorosa. Como afirmou Charles Leclerc na sétima temporada, os pilotos foram transformados nas “Kardashians da F1”, em referência ao reality show The Kardashians.

Para quem acompanhou a F1 de perto em 2025, a produção não traz grandes novidades. O diferencial está no acesso aos bastidores: reuniões, conversas reservadas e momentos de tensão pouco vistos.

No segundo episódio, “Apenas negócios”, por exemplo, a câmera entra em uma reunião entre Flavio Briatore, Pierre Gasly e Franco Colapinto. O encontro expõe a frustração com a temporada da Alpine e evidencia a cobrança direta — e por vezes ríspida — do dirigente sobre seus pilotos.

Não podemos falar que a série é ruim. Ao contrário: funciona como complemento interessante ao noticiário esportivo e oferece camadas adicionais às histórias já conhecidas. No entanto, é preciso reconhecer a constante tendência à espetacularização. Drive to Survive não se propõe a ser um documentário tradicional, mas sim um produto de entretenimento estruturado como reality show, explorando conflitos, rivalidades e tensões internas.

Desde a estreia da série, o foco raramente foram as corridas. Com isso, fica claro que o público mais interessado puramente no esporte dificilmente é o alvo da produção. A estratégia é outra e já ficou muito clara no rumo que a categoria está tomando: ampliar a base de fãs da F1 e tentar aproximá-los desse universo 'inalcançável’.

Historicamente vista como um ambiente elitizado e de difícil acesso — tanto para quem compete quanto para quem acompanha —, a F1 encontrou nos realities uma ponte com o grande público. A série cumpre esse papel ao humanizar personagens e revelar vulnerabilidades, aproximando um esporte tradicionalmente distante da audiência global.

A oitava temporada de Drive to Survive recebe as mesmas críticas dos anos passados: deixar de fora alguns arcos mais interessantes, não incluir corridas icônicas na cobertura - principalmente o GP de São Paulo - e inflar as narrativas para deixá-las mais atrativas.

O paradoxo é evidente. Ao elevar o nível dramático, a série cria expectativas que nem sempre se sustentam ao longo de um campeonato regular. Parte do público que chega à F1 atraído por esse roteiro intenso pode se frustrar diante de uma temporada que, embora competitiva, não se desenrola sob a mesma lógica narrativa construída para a televisão.

Na oitava temporada, fica evidente que a essência da série permanece intacta, ainda que a narrativa tenha buscado maior linearidade em comparação aos anos anteriores. A tentativa de organizar melhor os acontecimentos, no entanto, não compensa lacunas importantes. A segunda metade do campeonato praticamente desaparece da construção dramática — especialmente pela ausência dos GPs do México e de São Paulo, palco da virada de chave de Lando Norris na disputa interna contra Oscar Piastri.

Se a F1 pretende manter Drive to Survive como um de seus principais produtos de expansão global, a fórmula precisa evoluir. O excesso de explicações didáticas e a constante espetacularização de conflitos já conhecidos tornam a experiência previsível e, em certos momentos, desgastante para o público que acompanha a categoria com maior profundidade.

O acesso a bastidores, antes diferencial competitivo da produção, começa a soar ensaiado. Soma-se a isso a ausência de entrevistas com protagonistas como Max Verstappen, Lewis Hamilton e Fernando Alonso — lacuna que enfraquece a construção narrativa e limita a sensação de autenticidade.

A série ainda cumpre seu papel de porta de entrada para novos fãs. Mas, para continuar relevante, talvez precise decidir se quer apenas dramatizar a F1 — ou acompanhar sua evolução com a mesma ousadia que ajudou a popularizar.

RAIO-X dos testes para além da Mercedes: SITUAÇÃO da AUDI, Ferrari x RBR, bagunça no meio e... ASTON

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