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Para Chilton, suspensão a ser banida pode ser grande trunfo da Mercedes

Piloto da Marussia explica particularidades de sistema e afirma que já testou em Silverstone seu carro sem a suspensão

O britânico Max Chilton falou que a hegemonia da Mercedes pode correr perigo se a FIA realmente proibir a suspensão interligada, chamada de FRIC. Segundo ele, variando de pista para pista, a diferença entre ter ou não o aparato pode ser de até 0.7s no tempo de volta, e que a suspensão deixa também o carro consideravelmente mais pesado.

"Ouvi dizer que o sistema de Mercedes é muito complicado, por isso poderia afetá-los mais", palpitou.

Chilton dedicou a maior parte de seu dia de testes em Silverstone para correr sem o sistema de suspensões interligadas na Marussia, no caso de ser proibido já para o GP da Alemanha na próxima semana.

"Nós tivemos novas peças para desenvolver, porque o sistema FRIC está sob investigação e pensamos que poderíamos muito bem tentar andar com carro sem ele", falou à Sky Sports.

"Aprendi muito. Não me senti tão mal como eu pensava que seria", acrescentou. "Vai depender de que circuito você está. Em Silverstone não pareceu ter tirado muito do equilíbrio do carro, e até o final do dia fomos bem, o que na verdade é um sinal bastante encorajador."

"Isso terá um efeito em alguns circuitos, outros nem tanto. Na simulação, pode ser qualquer coisa, desde 0.7s ou talvez só alguns décimos. Não vamos saber realmente até chegar ao circuito e experimentar."

"Tem principalmente a ver com a velocidade em reta e o tipo de curvas, porque ela se move, dependendo da velocidade que você está fazendo para lhe dar a melhor velocidade em linha reta, então eu acho que isso vai afetar os circuitos de maior velocidade mais do que o velocidade lenta. Tem os seus ganhos, já que o carro é mais leve sem isso e você pode executar mais elevado, o que é melhor para os freios."
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