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Para Mercedes, Renault é o segredo de Red Bull e Lotus

Dirigente do time alemão, Toto Wolff, chama a atenção para o crescimento das duas equipes que usam motores franceses

Os últimos dois GPs tiveram as duas mesmas equipes no pódio: na Coreia, duas Lotus e uma Red Bull; no Japão, duas Red Bull e uma Lotus. E qual o denominador comum entre os dois times: a fornecedora de motores.

Para Toto Wolff, diretor da Mercedes, isso não deve ser uma coincidência. O dirigente acredita que o crescimento destas duas equipes nas últimas provas tem a ver com um bom uso dos motores Renault, conhecidos pela melhor dirigibilidade e por dar a possibilidade às equipes de trabalhar com mapeamentos que ajudam na utilização mais eficiente dos gases do escapamento.

“Acho que dá para ver que a Red Bull deu um grande passo a partir de Cingapura, e depois na Coreia o mesmo aconteceu com a Lotus. Precisamos observar talvez o que eles fazem com o mapeamento de motores.”

Para o austríaco, a Mercedes precisa investigar se essa vantagem vem da mecânica ou da maneira como o motor Renault se comporta.

“Há algo ali? Talvez a estratégia de escapamento? Em termos de desenvolvimento nas últimas corridas, parece que estamos atrás. É porque há algo que não entendemos em termos de acerto mecânico ou a Red Bull e a Lotus fazem algo relacionado ao motor?”

Wolff reconheceu que é difícil para a Mercedes definir o quanto de seus recursos será empregado para descobrir os motivos deste salto dos rivais, pois também é preciso desenvolver o carro do próximo ano.

“Há três pontos para observarmos. Primeiro, perdemos algo e, se for isso, por quê? Segundo, precisamos equilibrar nossos recursos entre 2014 e 2013. E terceiro precisamos ser vice nos construtores. Esse é nosso objetivo e não podemos perdê-lo.”

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