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Pilotos relembram primeiras impressões sobre Schumacher

Para Vettel, Michael era herói; para Petrov, um ilustre desconhecido até muito perto de sua primeira aposentadoria

Vettel junto de Schumacher durante coletiva na Bélgica

O aniversário de 20 anos da estreia de Michael Schumacher na F-1 traz consigo alguns contrastes interessantes. Com a maioria do grid sequer passando dos 30, muitos têm o piloto alemão como a referência de infância – e sequer lembram daquele GP da Bélgica de 1991.

O caso mais curioso é do atual campeão do mundo e líder do campeonato, Sebastian Vettel, que tinha Michael como grande ídolo dos tempos de garoto.

“A primeira vez que fiquei sabendo algo sobre Michael acho que foi em 1991, quando estava no jardim de infância com algum carrinho de brinquedo (risos). Lembro-me que meu pai me levou a Hockenheim para vermos os treinos livres. Ele me levou até a primeira chicane e estava chovendo muito, Michael tinha aquela Benetton amarela e ver um carro de F-1 com ele guiando foi muito especial, ainda que deveria ser uma volta de instalação. Infelizmente, quase ninguém mais saiu para a pista porque estava chovendo muito.”

Mas a lembrança que ficou mais forte da memória de Vettel remonta os tempos de kart.

“Claro que fui a muitas outras corridas depois e, quando estava no kart, Michael era nosso herói. E quando ele foi para Kerpen dar os troféus no final da temporada foi muito especial conhecê-lo e cumprimentá-lo. Ver as fotos daquela época e saber que hoje estamos correndo um contra o outro é muito maluco.”

Na F-1, o alemão não lembra da estreia do ídolo. “Para mim, 20 anos é muito tempo, eu era novo demais, então não lembro. Acho que as primeiras corridas de que lembro realmente são de 94, 95, quando ele estava na Benetton. Michael me pediu para que eu mostrasse mais respeito [nesta corrida]”, brincou. “Tenho muito respeito. É muito especial porque ele era meu herói. Agora não posso dar muita moral. Vou dizer que ele é um bom piloto.”

Quem também tem a primeira lembrança de Michael quando o alemão estava na disputa de seu primeiro campeonato mundial é o belga Jerome D’Ambrosio.

“Minha primeira lembrança dele não é de um momento muito bom. Estava no paddock em Imola em 1994 no sábado e foi a primeira vez que eu fui à F-1. Neste final de semana, vou tentar fazer com ele perca menos tempo quando tiver uma bandeira azul.”

Mas ninguém ganha de Vitaly Petrov. O russo, que nasceu perto da fronteira com a Finlândia, mal ouvia falar de Fórmula 1 em sua infância – mas ao menos realizou seu desejo de correr contra o heptacampeão.

“Comecei a assistir F-1 muito tarde, porque na minha cidade não passava. Mesmo que já estivesse correndo, não sabia o que acontecia na F-1. Então acho que comecei a ver Michael quando ele estava lutando com Alonso e quando ele se aposentou – e eu pensei ‘por quê?’ já que queria correr com ele.”

Mas Michael tem pelo menos um piloto que lembra de sua estreia. Bruno Senna tinha oito anos quando viu o alemão pela primeira vez na pista – e não esqueceu até hoje.

“A primeira vez que vi Michael correndo foi em Spa, em 1991, quando ele estreou. Tinha oito anos e lembro claramente de sua grande performance na classificação, mas, infelizmente, ele teve uma quebra no carro e não conseguiu ter um bom resultado. Ele mostrou ter um grande potencial para seguir evoluindo na carreira. É um grande privilégio para mim correr com ele e espero estar em uma boa posição para lutar com ele.”

A marca redonda impressiona Kamui Kobayashi. Em sua segunda temporada completa na F-1, o japonês salienta que é preciso mostrar qualidade para permanecer por tanto tempo em atividade na categoria.

“Vinte é muito! É só meu segundo ano e não consigo me imaginar por vinte anos aqui. Ele é um ótimo piloto, por isso conseguiu ficar vinte anos na F-1. Não é fácil. Ele realmente tem de comemorar, já tem uma grande história.”

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