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Por que as curvas de alta velocidade são “50 km/h mais lentas” com os carros de F1 de 2026?

“Em termos de pilotagem pura, para mim, o final dos anos 90 e o início dos anos 2000 serão imbatíveis em termos de adrenalina e habilidades puras", disse Alonso

Fernando Alonso, Aston Martin Racing

Bicampeão mundial da Fórmula 1, o espanhol Fernando Alonso, da Aston Martin, afirma que os pilotos da categoria agora precisam reduzir a velocidade em 50 km/h nas curvas de alta velocidade para tirar o máximo proveito dos carros de 2026.

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Em conformidade com as novas regulamentações relativas ao chassi e ao motor, os carros de F1 agora apresentam um elemento elétrico muito mais importante, o que tornou o gerenciamento de energia preponderante em termos de pilotagem.

Os pilotos agora precisam 'coletar' o máximo de energia possível durante a desaceleração para utilizá-la no momento mais oportuno, mas há pouco tempo a ganhar com o uso de potência extra em curvas de alta velocidade, em comparação com longas retas, segundo explicou Alonso.

Quando Alonso falou com a imprensa no Bahrein na tarde de sexta-feira, os últimos comentários do holandês Max Verstappen, da Red Bull, foram apresentados ao espanhol -- o tetracampeão mundial classificou os carros de F1 de 2026 como “Fórmula E com esteróides” na quinta-feira.

Alonso não discordou totalmente, embora tenha insistido que se deve esperar pelas duas primeiras corridas antes de tirar conclusões: o piloto da Aston Martin usou a curva 12 do Bahrein como um exemplo significativo – uma curva à direita que, teoricamente, é a mais rápida da pista.

“Aqui no Bahrein, a curva 12 tem sido historicamente uma curva muito desafiadora”, explicou Fernando. “Então, você costumava escolher seu nível de downforce para fazer a curva 12 em velocidade máxima. Assim, você 'remove' o downforce até chegar à curva 12 em velocidade máxima com pneus novos. A habilidade do piloto era o fator decisivo para obter um tempo de volta rápido", ponderou o vencedor das temporadas 2005 e 2006, em tom crítico. 

Fernando Alonso, Aston Martin Racing

Fernando Alonso, Aston Martin Racing

Foto: Aston Martin

“Agora, na curva 12, estamos cerca de 50 km/h mais lentos porque não queremos desperdiçar energia ali e queremos ter tudo nas retas. Então, para fazer a curva 12 a 200 km/h em vez de 260 km/h, você pode guiar [calmamente] o carro – um chef pode guiar o carro na curva 12 a essa velocidade. Mas você não quer desperdiçar energia, porque quer tê-la nas retas", seguiu o astro da F1.

“Então, eu entendo os comentários de Max, porque do ponto de vista do piloto, você gostaria de fazer a diferença na curva guiando 5 km/h mais rápido, mas agora você é limitado pela quantidade de energia que seu motor terá na próxima reta".

“Mas, ao mesmo tempo, isso é F1 e sempre foi assim. Agora é a energia. Há dois anos, quando [Verstappen] venceu todas as corridas, era o downforce. Ele podia entrar nas curvas a 280 km/h e nós podíamos entrar nas curvas a 250 km/h porque não tínhamos o downforce", ponderou sobre a Red Bull.

“No final das contas, isso é F1. Fechamos a viseira e partimos, é o mesmo automobilismo. Às vezes, vamos ao kart de aluguel aqui no Bahrein – um circuito incrível, aliás – e você se diverte muito com um kart de aluguel. Então, ainda amamos o automobilismo, ainda amamos competir e, pelo que entendi, há menos influência das habilidades de pilotagem nas regras. Mas acho que depois de três ou quatro corridas talvez tenhamos uma ideia melhor", afirmou.

Como o piloto mais experiente da história da F1, tendo estreado no campeonato mundial em 2001, Alonso ainda sente falta das máquinas de sua juventude, numa época em que os pilotos geralmente aceleravam a fundo, com pouca gestão dos pneus nas corridas.

“Definitivamente, em termos de pilotagem pura, eu disse na semana passada, no lançamento do carro, que para mim o final dos anos 90 e o início dos anos 2000 serão imbatíveis em termos de adrenalina e habilidades puras do ponto de vista do piloto, porque você quer guiar rápido nas curvas e encontrar os limites do carro.”

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