Presidente da Mercedes Benz ameaça processar F1 devido à polêmica dos motores; entenda
Ola Kallenius estaria disposto a ir ao tribunal caso as regras da unidade de potência sejam revisadas em consequência da controvérsia da taxa de compressão
Foto de: Mercedes AMG
Quanto mais os dias passam, mais o 'caso' contra o motor Mercedes perde força. Na apresentação oficial do W17, carro para a temporada 2026 da Fórmula 1, no início da semana, o chefe da equipe, Toto Wolff, repetiu com determinação que a unidade de potência é perfeitamente regular e que os outros deveriam parar de se preocupar com ele e olhar para seus próprios umbigos.
Na última reunião com representantes dos esquadrões, o órgão deu 'luz' verde à solução que, teoricamente, faz com que o motor Mercedes atinja a taxa de compressão de 18:1 quando o carro está em movimento, superando os 16:1 previsto por regulamento quando o monoposto é verificado em temperatura ambiente.
O time de Brackley acreditar estar em uma posição segura graças às cartas que têm em mãos - ou seja, o regulamento - escritas pela própria federação (Vicent Pereme, ex-ferrarista com passado na Peugeot, é o responsável pela parte das UPs).
Além disso, entende-se que o presidente da Mercedes-Benz Group AG, Ola Kallenius, estaria disposto a ir ao tribunal caso as regras, em relação aos motores, sejam revistas. É fácil imaginar como deve estar o ânimo de Stefano Domenicali, CEO da F1, que corre o risco de ser colocado sob pressão em um momento crítico.
Nesta quinta-feira acontecerá uma reunião do PUAC (Comitê Consultivo de Unidades de Potência), mas é difícil que se encontrem soluções acordadas por unanimidade. Como a FIA não poderá desautorizar as decisões tomadas, será necessário encontrar saídas para evitar uma possível guerra entre os fornecedores de motores.
A sede da Red Bull Powertrains
Foto de: Jon Noble
É evidente que os fabricantes de motores estão prontos para começar a inserir o mesmo mecanismo que a Mercedes supostamente está utilizando, mas quanto tempo levará para testar e fazê-lo funcionar na pista? Alguns acreditam que não será possível antes de 2027. E enquanto isso?
Talvez possa se buscar uma maneira de reduzir imediatamente o poder calorífico da gasolina Mercedes-Petronas. Este ano, a FIA não medirá o fluxo de combustível, mas sim, a sua energia. A cada gasolina será atribuído um certo poder calorífico e, certamente, veremos oscilações importantes de desempenho também neste campo.
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