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Prost defende que F1 se mantenha "mais tradicional" e pede redução no calendário: "23 corridas é demais"

Tetracampeão acredita que calendário atual é muito exaustivo e se colocou completamente contra a ideia de grid invertido

Alain Prost, Alpine F1 Team

A Fórmula 1 se encaminha para a maior temporada de sua história em 2022, com 23 GPs programados, enquanto pensa em outras novidades que podem entrar em vigor nos próximos anos. Mas o tetracampeão Alain Prost acredita que a principal categoria do automobilismo mundial deveria se manter mais no lado tradicional, além de pensar em reduzir o número de corridas.

Desde a chegada da Liberty Media no comando da F1, em 2017, o calendário da categoria vem se expandindo, com um projeto original de aumentar o número de provas por ano para 25 mas, segundo o atual CEO da F1, Stefano Domenicali, o novo teto é de 23, o total deste ano.

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Mesmo assim, a F1 insiste em manter um modelo que foi muito criticado por pilotos e chefes de equipe recentemente: as rodadas triplas. Em 2022 serão duas, incluindo uma formada por Rússia, Singapura e Japão, que promete ser particularmente exaustiva para o paddock devido às longas viagens e fuso horários diferentes.

Recentemente, o Motorsport.com publicou o alarmante relato de um mecânico de uma das equipes da F1 falando sobre como a expansão do calendário vem pesando, enquanto o salário permanece estagnado há anos.

Prost, que hoje atua como diretor não-executivo da Alpine, comentou sobre o inchaço do calendário em entrevista ao podcast In the Fast Lane, produzido pela organização do GP da Austrália.

"23 corridas é demais. É muito difícil para as equipes, as pessoas que viajam, mecânicos, engenheiros, chefes de equipe. Tem que continuar sendo algo excepcional".

"Lembro da primeira vez em que tivemos uma rodada tripla e como eu estava perdendo um pouco do interesse de certa forma, porque as corridas estavam muito próximas. É preciso haver um equilíbrio entre o número de corridas, número de fãs e, obviamente, o dinheiro que pode ser gerado".

"Se você conseguir mais sucesso e trazer mais patrocinadores, talvez possamos ter menos corridas. Mas parece que não é esse caminho que estamos seguindo".

Além do aumento do calendário, Prost falou ainda sobre outras mudanças que a F1 vivenciou nos últimos anos. Enquanto o Professor é favorável à série da Netflix Drive to Survive, ele não concorda com outras propostas que já foram discutidas recentemente.

"Sou completamente contra a ideia do grid invertido, com certeza. A Fórmula 1 não pode aceitar isso, mesmo para a sprint. Não é porque Lewis [Hamilton] fez um trabalho fantástico saindo de último [na sprint do Brasil] que devemos achar que será o mesmo sempre com todos os pilotos".

"As coisas não acontecem assim. Sou mais da tradição, e a Fórmula 1 tem que seguir sendo como era. Devo reconhecer que cada vez temos mais fãs jovens, graças à série da Netflix e que atraímos o público jovem, o que é fantástico".

"Obviamente eles gostam desse tipo de corrida que vimos, a sprint e a corrida de Lewis no Brasil, mas a Fórmula 1 precisa se manter mais tradicional".

MARI BECKER analisa EVOLUÇÃO de VERSTAPPEN e PRESSÃO em HAMILTON, e fala de como ambos saem maiores

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