Quais são os desafios da McLaren para temporada 2026 da F1?
Busca da equipe britânica por um tricampeonato consecutivo na categoria máxima de automobilismo é um dos pontos
A Fórmula 1 frequentemente foi uma série de dinastias. Uma vez que uma equipe decifra o código de um novo ciclo regulatório, tende a permanecer no topo por vários anos até que outros alcancem ou as regras sejam ajustadas novamente. Pense na Ferrari de Michael Schumacher, na Red Bull de Sebastian Vettel ou na Mercedes de Lewis Hamilton.
Essa tendência não diminui o quão impressionantes foram essas fases, assim como o domínio contínuo da McLaren em 2025 - conquistando seu segundo título consecutivo de construtores em Singapura, em setembro - foi uma confirmação extraordinária do seu retorno ao topo.
Vencendo em diferentes eras
Mas o maior desafio da McLaren chegou agora. Será que seu domínio sobreviverá à maior reformulação regulatória em décadas?
Começando do zero com o chassi, aerodinâmica e unidade de potência, parece que poucas virtudes individuais serão transferidas diretamente. Mas as filosofias e metodologias que transformaram a McLaren em uma máquina vencedora ainda estão presentes.
Falando com exclusividade ao Motorsport.com ao longo da temporada de 2025, o chefe de equipe da McLaren, Andrea Stella, sentiu que sua equipe não estaria voltando à estaca zero: "Existem algumas coisas que se mantêm, independentemente das regulamentações técnicas", disse Stella.
"Uma delas são os fundamentos técnicos, onde buscamos eficiência aerodinâmica, interação com os pneus, resfriamento eficiente. Isso é universal. E a segunda é que acredito que parte do know-how [conhecimento técnico] é transferível para o trabalho de 2026 e outra parte do know-how precisa ser reinventada, então essa parte não é transferível. Mas alguns aspectos da metodologia, ou de como se gera esse conhecimento, serão transferíveis".
"Então, das razões fundamentais pelas quais estamos nessa posição forte agora, acredito que uma grande parte é transferível e uma certa quantidade será perdida, e isso será um terreno onde potencialmente haverá um nivelamento entre todas as equipes, independentemente de onde estavam em 2025".
Em meio a todas as mudanças entre 2025 e 2026, a McLaren ao menos manterá a parceria com um fornecedor consistente de unidade de potência que é a Mercedes, que causou a melhor impressão até agora no teste de Barcelona e pareceu confiável desde o início.
A McLaren também é fortalecida pela chegada de Will Courtenay, vindo da Red Bull, que foi originalmente contratado como seu novo diretor esportivo em 2024 e agora finalmente se juntou à equipe sediada em Woking.
Lando Norris, McLaren, Oscar Piastri, McLaren
Photo by: Clive Mason / Getty Images
Mantendo uma dinâmica intrigante entre os pilotos
Outra área de estabilidade é a formidável dupla de pilotos da McLaren, o atual campeão mundial Lando Norris e o terceiro colocado de 2025, Oscar Piastri.
Norris é um campeão mundial brilhantemente imperfeito, superando suas próprias dúvidas e dificuldades técnicas com o carro da McLaren de 2025 para conquistar seu primeiro título. O troféu inicialmente parecia destinado a Piastri até que o australiano passou por um período difícil que o relegou ao terceiro lugar, atrás de Norris e do Max Verstappen, da Red Bull.
Se a McLaren conseguir competir na frente, será interessante ver o que acontecerá com a dinâmica interna em Woking entre Norris e Piastri. A nova confiança de Norris poderá levá-lo a patamares ainda maiores ou Piastri se tornará ainda mais forte no quarto ano de F1, enquanto elimina suas poucas fraquezas restantes?
De qualquer forma, a McLaren prometeu "simplificar" suas regras de embate entre pilotos enquanto mantém uma política de tratamento igualitário. A McLaren já superou o maior obstáculo ao provar ao mundo que pode fazer as coisas funcionarem com dois primeiros pilotos, mas isso não ocorreu sem problemas, como Piastri apontou.
"Provavelmente causamos algumas dores de cabeça para nós mesmos que não precisávamos em alguns momentos do ano passado", disse Piastri. "Como princípio geral e forma de competir, isso traz muitos aspectos positivos, e a questão é: como refinamos isso para tentar manter apenas os pontos positivos, basicamente.
"[Haverá] alguns ajustes com certeza este ano, mas acho que está bem claro que ainda queremos competir o máximo possível como equipe", concluiu.
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