Qual é a exigência de Alonso para disputar as 24 Horas de Le Mans com Verstappen e Vettel?
Multicampeões trocaram olhares nos testes do Bahrein sobre uma possível equipe nas 24 Horas de Le Mans, com condição inclusa
A cena foi daquelas que geraram risadas na sala de imprensa. Teste de pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein, microfones da FIA à frente e duas gerações separadas por 16 anos, mas unidas por algo muito mais forte que a idade: o respeito. Fernando Alonso e Max Verstappen voltaram a flertar publicamente com a ideia de correr juntos as 24 Horas de Le Mans.
Não é a primeira vez que isso foi falado. E certamente não será a última. Mas toda vez que ambos falam sobre isso, o burburinho ao redor aumenta. A conversa surgiu a partir de declarações anteriores de Sebastian Vettel, que admitiu manter contato frequente com Verstappen e que ambos já conversaram no passado sobre competir juntos em Le Mans.
O holandês não fugiu da pergunta. Pelo contrário. "Claro que adoraria, mas só se pudermos lutar pela vitória. Tem que ser com a equipe certa", respondeu naturalmente. Nada de romantismo vazio: se for, é para ganhar.
E então olhou para a direita. "Ouvi dizer que Fernando vai correr até os 75 anos... então com certeza encontraremos um momento para fazer isso todos juntos". O "todos" não foi por acaso. Na equação também estava Vettel. Um trio de campeões mundiais que, no papel, soa como fantasia para qualquer fã de endurance.
A exigência de Alonso
Alonso aceitou o desafio sem hesitar, mas com o já tradicional riso de canto de boca. "Tenho um recorde de 100% de vitórias em Le Mans. Se eu fizer de novo, tudo tem que estar muito bem preparado".
Não é exagero. O espanhol participou em 2018 e 2019 e venceu ambas as edições com a Toyota, além de conquistar o título do WEC. Duas participações, duas vitórias. E isso, para alguém tão competitivo quanto ele, não é um detalhe menor.
A mensagem, embora bem-humorada, contém uma verdade oculta: se Alonso voltar a Le Mans, não será para apenas completar o grid.
Admiração mútua, além da F1
O interessante nessa troca não é só a possibilidade — ainda distante — de vê-los dividir o carro. É o pano de fundo.
Verstappen já reconheceu várias vezes que Alonso foi uma de suas referências quando crescia assistindo à F1. Admirava-o por extrair o máximo de carros que não eram os melhores e ainda assim disputar campeonatos. Por competir contra estruturas mais fortes e, mesmo assim, incomodar a todos.
Alonso, por sua vez, também já elogiou publicamente ao holandês. Destacou a capacidade de Max de ganhar títulos mesmo quando o carro não era claramente dominante e de sustentar batalhas até a última corrida. Disse sem rodeios: o que Verstappen faz é coisa de piloto especial.
Entre eles há respeito. E algo mais: compreensão. Os dois vivem para competir. Ambos deixaram claro que, quando saírem da F1, continuarão correndo em outras categorias. Não pensam em uma aposentadoria silenciosa.
Por isso, mais do que uma brincadeira recorrente, a ideia de ver Alonso e Verstappen dividindo equipe em Le Mans parece questão de tempo. Talvez com Vettel. Talvez sem ele. Mas o sinal continua lá. Por enquanto, a F1 é prioridade. Mas quando dois pilotos que respiram corridas se olham numa sala de imprensa e falam do futuro, vale a pena ouvir.
Porque às vezes as brincadeiras são só isso. E outras vezes são avisos.
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