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Red Bull quer seguir produzindo motores em 2025, mas não descarta possibilidade de "parceria interessante"

Segundo Christian Horner, as primeiras discussões sobre a nova geração de motores indicam que eles não serão radicalmente diferentes dos atuais

Juri Vips, Red Bull Racing RB16

Após confirmar na segunda que assumirá o programa de motores da Honda em 2022, tornando-se a sua própria fornecedora na Fórmula 1, a Red Bull deixou aberto o seu futuro com relação à nova era de unidades de potência, a partir de 2025. Mas a equipe austríaca deu a sua indicação mais firme até aqui de que seu objetivo é de seguir produzindo seus próprios motores no futuro.

Com a saída da Honda, a Red Bull fez de tudo para evitar que não voltaria a ser equipe cliente na F1, pleiteando pelo congelamento dos motores a partir de 2022 para que pudesse assumir o programa de motores da montadora japonesa, o que foi aprovado pela Comissão da F1 na semana passada.

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Após ter a aprovação de um alto investimento e a formação da Red Bull Powetrains, a equipe admitiu que não está vendo esse projeto como uma solução de curto prazo enquanto olha para outras opções no futuro.

Segundo o chefe da Red Bull, Christian Horner, está claro que o passo mais lógico para a Red Bull é preparar as fundações para a construção de seu próprio motor quando o novo regulamento entrar em vigor, em 2025.

"Precisamos pensar a longo prazo, porque, obviamente, o investimento para preparar a fábrica é bastante significativo", explicou. "Temos um cenário a curto prazo com o regulamento existente e, logicamente, o que o futuro aguarda. Precisamos estar em uma posição para atacar isso também".

"Teremos um espaço capaz de projetar e operar a próxima geração de motores com a fábrica que teremos aqui".

Enquanto a Red Bull está feliz em colocar seu próprio nome nos motores a partir de 2022, seus planos de longo prazo podem acabar trazendo uma nova montadora para a F1. Com a sua própria fábrica pronta para o trabalho em cima do motor, pode ser interessante para trazer uma montadora interessada que não tem uma infraestrutura pronta para operar.

Horner disse que uma parceria com alguma montadora não seria essencial caso a Red Bull siga adiante com a produção de seu próprio motor a partir de 2025, mas se colocou aberto à ideia.

"Se uma parceria interessante surgir, obviamente faria sentido analisar o caso com seriedade. Seja uma montadora ou outro tipo de parceria. Tudo depende de como serão esses novos motores".

Os chefes das equipes da F1 e montadoras já iniciaram as discussões para montar as especificações do motor que será introduzido em 2025, com o esporte comprometido a adotar um novo conceito híbrido, tecnologicamente menos complexo e mais barato.

Horner disse que o fato das unidades de potência do futuro não serem completamente diferentes do modelo atual acaba sendo uma injeção de ânimo para que o projeto da Red Bull seja adotado a longo prazo.

"Claro, o que precisamos compreender antes é como será esse novo regulamento. Obviamente, quando mais cedo determinarmos tudo, melhor será para todos. O que deu para tirar das últimas discussões com a FIA é que ele deve ser um motor a combustão".

"Possivelmente o combustível será 100% sustentável. Acredito que terá uma ênfase um pouco maior no sistema de recuperação de energia. Então, a topografia do motor não será radicalmente diferente do atual, deve ser apenas uma evolução".

"Portanto, a fábrica que estamos montando para o motor atual deve seguir sendo relevante na nova era".

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