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Renault explica incêndio e explosão no carro de Heidfeld

Sequência de erros com mapeamento de motor, fissura no escapamento e pitstop demorado levaram ao fogo

Heidfeld sai do carro em chamas na Hungria

A Renault revelou que não poderá recuperar o chassi usado por Nick Heidfeld durante o GP da Hungria. O carro pegou fogo logo após o alemão fazer um pitstop mais longo do que o esperado. Em meio às chamas, uma parte lateral do carro explodiu.

“O incidente foi muito indesejável e fez com que perdêssemos o chassi. Vamos tomar providências antes da próxima corrida para reduzir a possibilidade de outros incêndios e ter certeza de que a bomba d'água não superaqueça”, assegurou James Allison, diretor técnico da equipe.

De acordo com Allison, uma investigação feita pela Renault chegou à conclusão de que a explosão foi causada pela bomba d'água.

“Isso foi causado pela bomba que alimenta as válvulas do motor. Ela superaqueceu no incêndio e teve uma falha.”

"O fogo em si foi consequência de “vários fatores combinados, como na maioria dos incidentes. Primeiramente, usamos um mapeamento de motor ligeiramente diferente na classificação, o que resultou em um aquecimento maior do que o normal nos escapamentos. Acreditamos que isso aumentou a temperatura e causou uma fissura anterior no cano do escapamento.”

Assim, a equipe acredita que o carro já estivesse avariado antes de Heidfeld parar para fazer seu pitstop, algo que o sensor de temperatura não capturou.
“A parada foi mais longa que o normal e o motor ficou em altas rotações por 6s3, esperando pela troca de pneus. Nessas condições, o excesso de combustível acaba saindo pelo escapamento e suas temperaturas aumentam em cerca de 100ºC/segundo. Isso, combinado com o escapamento fissurado, causou o fogo na carenagem.”

A Renault agora prepara um relatório para explicar à FIA o que aconteceu.

“Estamos em contato com a FIA para provê-los com um relatório extenso do incidente e também para explicar as ações que estamos tomando para prevenir que isto volte a acontecer.”

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