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Renault: Não podemos mais trabalhar com esses custos

Diretor esportivo da Renault afirma que os custos para a Fórmula 1 estão muito altos para permanecer no esporte a longo prazo

Cyril Abiteboul, Diretor da Renault Sport F1 na Coletiva de Imprensa da FIA
Romain Grosjean, Lotus F1 E23
Cyril Abiteboul, Diretor da Renault Sport F1 na Coletiva de Imprensa da FIA
Cyril Abiteboul, Chefe de equipe da Caterham F1, na Conferência de Imprensa FIA
Cyril Abiteboul, Chefe de equipe da Caterham F1, na Conferência de Imprensa FIA

As conversas entre cúpula da Fórmula 1 e diretores das montadoras e equipes não param. Dessa vez foi a Renault que opinou sobre seu papel dentro da categoria e da questão dos altos custos para se manter dentro do esporte a longo prazo.

O diretor esportivo, Cyril Abiteboul declarou ao Motorsport: "A única coisa que digo é que o modelo de fornecimento de motores não funciona com esses novos regulamentos. Os valores são tão altos, que não se justificam. Se a Mercedes não tivesse colocado custos a patamares tão elevados, provavelmente nossos gastos seriam mais viáveis também. Mas agora, as fronteiras estão tão longe, que temos de gastar mais. E gastar mais, significa que temos que dar mais retorno, incluindo as perspectivas de marketing."

Red Bull ainda é uma opção

A Renault ainda tem contrato com a Red Bull e a Toro Rosso até o fim de 2016 e apesar da temporada atual ruim, Abiteboul não descarta estender o vínculo: "Nós acreditamos no bom futuro da Red Bull, por isso cremos que ela ainda consiga nos dar retorno de marketing."

Outras escuderias que a Renault poderia firmar acordo seriam a Force India, Lotus ou Sauber. 

Abiteboul vê com bons olhos as conversas da alta direção da montadora com Bernie Ecclestone em Mônaco: "Existiam vários comentários de muitas pessoas sem representatividade da Renault. Foi muito bom esse encontro em Mônaco, pois falamos também sobre a ausência do GP da França, sem nenhum intermediário no meio."

As regras para os V6 não abordaram custos

A mudança para motores turbo V6 em 2014 foi exigida pela Renault, que deixou claro para a direção da F1 que iria se retirar do esporte se novas unidades de energia eficientes em combustíveis não fossem introduzidas também. Mas embora se congratule em possuir a tecnologia, Abiteboul diz que os altos custos atuais tem diminuído o entusiasmo da Renault para a nova fórmula.

Quando perguntado se a Fórmula 1 agiu certo em introduzir os motores V6, Abiteboul diz: "Acho que nós precisamos dar um pouco mais de tempo para os V6. Na teoria, um motor que utiliza um combustível mais sustentável é uma boa coisa, mas nós perdemos a noção de alguns elementos, como contenção de custos."

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