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Cyril Abiteboul, Managing Director, Renault Sport F1 Team
Cyril Abiteboul, Renault Sport F1 Managing Director
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2017 marca a quarta temporada da era híbrida na Fórmula 1. Neste ano, as fabricantes têm encontrado dificuldades para obter avanços em termos de performance, mesmo com o desenvolvimento liberado.

Mais cedo na temporada, a direção da Red Bull sugeriu que o GP do Canadá era um bom local para a Renault apresentar uma atualização de desempenho. Como isso não aconteceu, a frustração do time ficou evidente.

Cyril Abiteboul, chefe da Renault Sport, deixou claro que o desempenho não é o foco de momento quando questionado pelo Motorsport.com sobre a possibilidade de um salto de performance. "Não, não teremos. Sinto muito, por mim e pelo time amarelo, que é abriga boa parte de nosso foco, mas não há mágica para este ano."

"Amo a Red Bull, mas eles não estão no controle do plano de desenvolvimento do motor, nem na parte de comunicação do setor de motores. O modo como funciona o desenvolvimento dos motores está em constante melhoria", afirmou.

"O ponto é que ano passado estávamos em uma posição na qual o déficit era tamanho que precisávamos trazer algo, havia uma desvantagem enorme em relação aos demais."

"Não vai acontecer neste ano e talvez não aconteça no próximo, pois agora a desvantagem caiu a um ponto em que tudo se resume a detalhes, pequenos passos que eventualmente nos igualarão com os líderes", comentou.

"Isso acontece corrida a corrida. Há passos que você consegue dar a cada final de semana, quando isso não envolve novas peças. Quando há novas peças, você tem uma nova unidade de potência, claro."

Abiteboul está confiante de que a nova leva de motores permitirá que os impulsionados pela Renault consigam andar mais forte e por mais tempo.

"Temos mais confiabilidade. Talvez tenhamos algumas dificuldades por ainda estarmos no primeiro motor do ano, mas com os motores que podem ou serão introduzidos, teremos mais confiabilidade ainda. Com isso, poderemos andar mais tempo na performance máxima", acrescentou.

Entretanto, o dirigente revela que existe a possibilidade de um salto de performance. "Talvez, mais para a frente na temporada, a gente possa introduzir novas peças que tragam mais desempenho. Mas a prioridade é a confiabilidade."

"Estamos pensando em particular no quarto motor, pois o terceiro já existe. Se tivéssemos uma quebra em Montreal, o terceiro já teria existido."

Por fim, Abiteboul sugere que a nova tecnologia pode ajudar o motor de 2018 a ter um salto de desmpenho.

"Seguiremos dando pequenos passos, além de um passo saudável que estamos buscando para o próximo ano. Como dissemos, estamos bem avançados para o motor de 2018, que representa certa inovação em uma área em particular - ou várias áreas. Ainda assim, é um conjunto de pequenos passos em todas as áreas do motor", completou.

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