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Renault se arrisca com McLaren, reconhece Prost

Ex-piloto e CEO da fabricante francesa diz que acordo é bom, mas arriscado em se tratar de uma equipe de muita tradição

Alain Prost, Renault Sport F1 Team Special Advisor
Alain Prost, Renault Sport F1 Team Special Advisor
Alain Prost, Renault Sport F1 Team Special Advisor and Margot Laffite, Canal + Presenter
Alain Prost, Renault Sport F1 Team Special Advisor

Embora os franceses saiam fortalecidos da mudança de cartas e não escondam a alegria de se juntarem a uma equipe histórica e bem-sucedida como a McLaren, também sabem que podem complicar suas aspirações para o futuro na Fórmula 1. A Renault pretende tornar-se uma equipe vencedora em 2020 e dar seus motores a outra equipe que pode lutar pelo título, o que pode parecer um tiro no pé.

Alain Prost, da Renault, falou em uma entrevista ao Sky Sports: "É uma conquista ter chegado a um acordo com a McLaren. Foi um processo longo, não só para ter um novo parceiro, mas também para a estratégia de longo prazo da Renault queríamos ter tudo em nossas mãos".

O próprio Prost sabe que eles vão dar sua unidade de potência a uma equipe que aspira aos pontos que, por história e potencial do chassi, pode lutar por muito mais: "O acordo é bom para nós, embora seja verdade que assumimos um pouco de risco ter como parceiro uma equipe tão forte, uma concorrente. Mas, como equipe de fábrica, queremos ganhar o mundo inteiro".

"Era uma questão de posicionar-nos com tudo em nossas mãos".

Quanto à possibilidade de a Renault se recusar a continuar a dar motores à Red Bull a partir de 2019, Prost não nega que eles não querem ser o "segundo prato" de ninguém: "Ao aceitar os acordos de motor, era muito difícil ter a Renault para um lado e a Honda por outro nas duas equipes da Red Bull".

"Tudo se trata do que é melhor para nós, porque queremos melhorar nossa situação no futuro", disse ele sem negar essa possibilidade.

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