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Renault: "temos orçamento para ser uma das grandes do grid"

Diretor da Renault na F1 diz que fabricante francesa tem orçamento para se tornar novamente uma das equipes grandes e brigar com Mercedes e Ferrari nas próximas temporadas; meta para 2016, porém, é modesta

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Fernando Alonso, Renault F1 Team
Vitaly Petrov, Renault F1 Team

Nesta semana, a Renault finalmente completou a aquisição da Lotus e colocou um ponto final em uma operação que levou meses para ser finalizada, dando o primeiro passo para o retorno como equipe oficial na temporada 2016 da Fórmula 1.

Ao falar pela primeira vez desde a finalização do negócio, o diretor da Renault na F1, Cyril Abiteboul, afirmou que a Renault tem consciência do investimento necessário para voltar ao topo e que fará o que for necessário para alcançar tal objetivo. 

Quando questionado pelo Motorsport.com se ele acreditava que a Renault havia investido a quantia ideal para o retorno, Abiteboul disse: "Creio que agradamos nossos conselheiros nesse aspecto, então eles sabem com o que estão lidando. Temos um bom e robusto plano de negócios para fazer nosso trabalho, pelo menos no início", disse.

Perspectivas a longo prazo

O presidente do grupo Renault, Carlos Ghosn, estabeleceu um prazo de três anos para que os franceses voltem a brigar por vitórias e títulos. Abiteboul crê que é um prazo justo em termos de performance, mas ressalta que o time precisa apresentar 

"Foi dado a nós um prazo de três anos, então devemos ser pragmáticos. Sabemos que vai levar tempo. Mas o que não deve demorar para aparecer e a capacidade da Renault de transformar o que fazemos na pista em valor de marketing para a marca e para o grupo como um todo", disse.

"Isso é o que realmente importa, é o que nos dará tranquilidade. Temos orçamento - e tempo - para ser uma das grandes do grid", afirmou.

Planos modestos para 2016

Como a confirmação do retorno da Renault para 2016 se deu relativamente tarde, as esperanças de um salto de performance já no primeiro ano são praticamente nulas. Para Abiteboul, 2016 é como um ano de transição e será considerado um sucesso mais pelo aspecto organizacional do que pelos resultados na pista.

"Precisamos ser realistas: quando você decide no dia 18 de dezembro que vai correr na F1 no ano seguinte, não há como esperar resultados fantásticos. Mas chegamos com um planejamento bem claro - não para o próximo ano, mas para os seguintes.", disse.

"Para mim, ser bem-sucedido em 2016 não se baseará somente nos resultados de pista. Há muitas outras coisas que queremos fazer direito no ano que vem, como integrar toda a estrutura e como trabalhar de maneira apropriada no motor. Queremos uma unidade de potência confiável no início do ano, para então evoluirmos gradativamente", afirmou.

"Nosso objetivo para 2016 não é somente pontuar, temos outras necessidades importantes. Mas precisamos ser humildes em nossas expectativas", completou.

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