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Grave acidente de Bearman em Suzuka, com um impacto de 50G, intensifica o debate sobre a nova F1, e o espanhol exige mudanças urgentes no regulamento

Após o GP do Japão, terceira corrida da temporada 2026 marcada por um grave acidente envolvendo Oliver Bearman, com impacto de mais de 50G, a Fórmula 1 agora passa por uma pausa de quatro semanas inteiras sem corridas, durante as quais haverá bastante trabalho no que diz respeito à análise de possíveis mudanças no novo e polêmico regulamento.

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Carlos Sainz, piloto da Williams e presidente da associação de pilotos GPDA, foi muito claro a respeito após a corrida de Suzuka e pediu uma reação rápida da FIA e da FOM depois de ver como todas as reclamações dos pilotos foram erroneamente ignoradas durante meses.

"Acho que essa pausa faz muito bem à F1, porque o acidente que vimos hoje com Bearman... nós, pilotos, já vínhamos alertando a FIA e a FOM de que era uma questão de tempo até que uma batida como essa acontecesse".

“Atingimos velocidades de 30, 40 ou 50 km/h a mais usando o boost, e o acidente era uma questão de tempo. Acho que foram 50G em Suzuka, com zona de escape. Agora imagine que vamos para Las Vegas ou Baku e o mesmo problema que o Ollie teve, quando foi surpreendido pelo Franco, ocorre em outro circuito a velocidades mais altas e sem zona de escape”, disse ele. 

 O piloto espanhol acredita que a F1 precisa de mudanças o mais rápido possível, por menores que sejam, para melhorar tudo o que for possível, independentemente das principais modificações terem que esperar meses ou até 2027.

"Espero sinceramente que a F1 reconsidere e que as equipes não se oponham veementemente, pois está claro que este regulamento tem lacunas e problemas que precisam ser resolvidos antes de irmos para Miami".

“Mesmo que não seja possível melhorar tudo para Miami, que deem um bom passo em Miami e depois um grande passo para, não sei se será no ano que vem ou mais adiante na temporada”, disse ele.

Segundo Sainz, a FIA e a FOM deveriam ouvir mais os pilotos e menos as equipes.

“Esse é o problema quando se ouve apenas as equipes: elas vão achar que está tudo bem porque talvez se divirtam assistindo pela televisão, mas do ponto de vista de um piloto, quando você compete contra outros e percebe que pode haver uma diferença de velocidade de 50 km/h, na verdade não é competir". 

"Não creio que exista nenhuma categoria no mundo em que ocorram esse tipo de velocidades de aproximação, porque é aí que podem acontecer grandes acidentes, já que você é pego de surpresa, se defende tarde e é atingido pelo carro da frente”. 

Quando lhe perguntaram qual poderia ser a solução a curto prazo, o espanhol reconheceu que não cabia a ele buscar uma resposta, mas que esta era necessária o mais rápido possível e que não importa se os carros perdem um segundo por volta ou qualquer outra coisa.

"Não sei, não sou especialista nesses motores, mas é preciso encontrá-la, é preciso encontrar a solução, é preciso fazer o que for preciso; não me importa se andarmos meio segundo mais devagar ou um segundo mais devagar por volta, se for preciso reduzir um pouco a potência para que o motor elétrico aguente mais tempo e haja menos 'superclipping', menos 'lift and coast', menos importância do boost".

"Estou convencido de que será mais seguro e mais divertido porque não dependeremos tanto da energia, mas não me importo, a solução tem que ser encontrada mais cedo ou mais tarde”.

"Fiquei surpreso ao ver quando nos disseram: 'não, estamos insatisfeitos com a classificação, mas satisfeitos com a corrida, com o tipo de corrida que vemos', quando as ultrapassagens que vocês veem não são ultrapassagens, são manobras em que você está aqui e vai para lá e segue em frente, não é uma ultrapassagem de F1, é mais como uma estrada em que você aciona o nitro e ultrapassa se quiser.

"Portanto, acho que, como categoria, precisamos melhorar e estou convencido de que, se ouvirem os pilotos, farão mudanças”, concluiu.

Carlos Sainz, Williams

Carlos Sainz, Williams

Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

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