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Segundo, Massa celebra melhor classificação desde início de 2010

Brasileiro salienta papel da chuva para a boa performance da Ferrari, mas se mostra confiante para a corrida

Felipe Massa comemorou o segundo lugar no grid para o GP da Malásia, seu melhor resultado em classificação desde o GP do Bahrein em 2010. O piloto da Ferrari superou o companheiro Fernando Alonso pela quarta vez seguida, contando as duas provas finais do ano passado. É a primeira vez que o espanhol fica atrás de um companheiro por uma sequência tão longa desde que Lewis Hamilton se classificou a sua frente entre os GPs do Canadá e da Grã-Bretanha de 2007, na McLaren.

“Tem um trabalho acontecendo desde agosto do ano passado – até antes disso, pois houve corridas em que estive bem, mas nas quais o resultado não aconteceu por falta de sorte. Compreendemos o que fazer com o carro e isso mostra que, se eu tiver o carro que quero, consigo ser competitivo, como sempre mostrei na minha carreira. Houve alguns anos em que as coisas não aconteceram, mas estou feliz com o carro que estou guiando – até em condições difíceis, mostrei um bom trabalho. O astral, tendo o carro na mão e estando competitivo, é alto. Isso e os resultados me ajudaram a colocar a cabeça no lugar e a voltar a ser como sempre fui.”

O brasileiro destacou, contudo, que o importante é o resultado do domingo. Mesmo superando o companheiro em classificação, o piloto não termina uma prova à frente de Alonso desde o GP da China de 2011. “O importante é ser competitivo, não apenas em classificação, quanto em corrida, que é o mais fundamental. Vamos tentar fazer um bom trabalho amanhã.”

Massa, porém, acredita que a chuva na última parte da classificação e a decisão estratégica de usar dois jogos de pneus intermediários no Q3 ajudaram a Ferrari a estar com ambos os carros no top 3 pela primeira vez desde o GP do Canadá de 2011.

“Não sei se conseguiríamos ficar em segundo e terceiro no seco. Havia outros carros rápidos, como Webber, Kimi e talvez as Mercedes. Foi uma boa classificação para nós. Tomamos a decisão correta ao parar para trocar pneus e conseguimos fazer uma boa volta. Talvez a chuva tenha ajudado, mas me senti muito confortável no carro”, salientou o piloto.

 “Fiz uma excelente volta e parei na hora certa, quando a pista começou a secar um pouco. Achei que um pneu novo iria ser melhor naquele momento. Acho que vários fizeram o mesmo, mas encontrei um bom carro, estável. Consegui usar o caminho certo onde estava mais molhado e mais seco. Acho que a chuva ajudou, mas o carro é competitivo em todas as condições e espero ainda mais na corrida.”

“No Q2, eu tive muita sorte. Saí atrasado e quase peguei a chuva. Na verdade, já estava pingando na volta rápida e acabei sofrendo da curva sete em diante, mas consegui passar. Foi sorte, além do que ter tudo funcionando sempre ajuda.”

Na corrida, Massa larga do lado teoricamente com menos aderência. Porém, em Sepang, a linha mais emborrachada cruza na reta, entre os dois lugares da primeira fila.

“Espero que possamos ter uma boa aderência na largada. Quem sabe, até lutar pela primeira colocação, o que seria ótimo. Em relação ao ritmo de corrida, é difícil dizer porque ontem choveu bem na hora em que estávamos fazendo simulação de corrida e não deu para fazer como gostaríamos. Espero mostrar, como no último GP, um carro melhor do que em classificação. Assim, podemos brigar com o Vettel e também com o Kimi e a Mercedes.”

O brasileiro brincou comentando a rouquidão demonstrada nas entrevistas pós-classificação. “Perdi a voz e não consegui achar. Aqui na Malásia é um calor do caramba e, em todo lugar que você entra, o ar condicionado é forte. Acabei perdendo a voz. Um pouco sexy, para falar a verdade.”

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