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Senna: "Cingapura será um teste de verdade"

Brasileiro parte para sua terceira corrida em 2011 repleto de confiança, após realizar GP sólido na Itália, mas sabe que será difícil

Bruno Senna
Apesar de não ser nenhum estreante, tudo é novidade para Bruno Senna em 2011.
 
Perto de disputar sua terceira corrida pela Lotus Renault GP, o brasileiro admite que só neste momento a ficha caiu.
 
"Agora caiu a ficha. Tive um grande momento em Monza, pois já tinha uma corrida na bagagem. Tive várias outras saídas com o R31 neste ano, mas não tive a experiência de um fim de semana que os outros tiveram. Eles estão adaptados com a velocidade de seus carros e cientes do que podem conseguir na hora que eu cheguei." 
 
"Tudo é, claro, um pouco novo no meu ponto de vista. Antes de Monza, só tive uma experiência de classificação, que foi difícil. A corrida foi uma grande curva de aprendizado, foi bem aproveitável e acho que foi um resultado encorajador, considerando os problemas que tive na primeira curva. As evidências estão lá para todos verem: o carro rendeu bem e a equipe adotou uma boa estratégia – dois sinais encorajadores", comenta.
 
Para o ex-piloto da Hispania, ainda há o que melhorar, mas tudo é questão de tempo. "Estamos progredindo bem, e estou gradualmente ficando mais confortável com o carro e a equipe. Existe um número de áreas onde preciso progredir; tenho de melhorar meu conhecimento técnico do R31 e existem algumas áreas da minha pilotagem para lapidar – ainda não estou 100% lá."
 
"Estou absorvendo todos os pedacinhos de informação que posso a cada fim de semana e espero que, como uma equipe, continuemos somando pontos e andando entre os dez na classificação. Devemos ser nomes cativos no Q3 em todo sábado à tarde. Espero que, com esse tempo de adaptação, consiga trazer mais pontos para a equipe."
 
Bruno admite que a maior dificuldade é, mesmo, a adaptação aos pneus Pirelli: "Tem sido bem traiçoeiro se acostumar com os compostos. Todos começaram a temporada falando sobre os pneus e, assim como todas as outras coisas, quanto mais você treina, mais fácil fica. Tirar o máximo dos pneus não é fácil. É um grande aprendizado, mas, aparentemente, existe muito potencial para ser extraído, então espero juntar todas as peças nas próximas corridas."
 
Sobre Cingapura, palco da corrida deste fim de semana, o brasileiro destaca o fuso horário, a luz artificial e as dificuldades de acerto e traçado: um erro pode resultar no fim de sua corrida: "Cingapura será um teste de verdade." 
 
"É uma pista recente do calendário e será meio que uma descoberta para mim. Uma pista bem exigente para extrair tudo o que posso do carro, mas estou entusiasmado com o que me aguarda, e espero poder recompensar a equipe com alguns pontos", analisa.
 
"Encaro a prova de forma parecida com Monza, buscando completar o máximo de voltas possíveis nos treinos, o que pode me ajudar a alcançar o Q3 na classificação. Cingapura tem tantas curvas e você precisa evitar erros, o que extrai o máximo dos pilotos. Saber o melhor acerto não é fácil."
 
"Fisicamente é difícil também, pois está muito úmido e a pista exige que você seja preciso curva a curva. Pilotar à noite faz você notar e se acostumar com a combinação de luz e sombra. E é preciso chegar cedo para se adaptar ao clima. Estou ansioso para esta corrida, que será divertida e diferente."
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