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"Sou um gênio na F1, tenho a cultura da vitória", diz Briatore em retorno à categoria

"A tecnologia mudou mas são as pessoas que fazem a equipe. Temos que nos convencer que podemos fazê-lo: dentro de 2 anos, que a Alpine possa estar no top 4"

Flavio Briatore, consultor executivo da Alpine F1

Foto de: Zak Mauger / Motorsport Images

Nesta sexta-feira, a Alpine-Renault confirmou o retorno de Flavio Briatore à Fórmula 1, com o italiano voltando à equipe como consultor executivo em meio ao processo de reestruturação do time na categoria.

"Não é algo que foi decidido ontem à noite, estamos conversando há meses. Tenho ótimo sentimento com Luca [de Meo, CEO da Renault], realmente acho que ele é um gênio. A única parte [onde falta algo] é na F1 e acho que sou um gênio na F1", disse Briatore ao Canal+, da França, após o anúncio de sua volta.

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Questionado sobre sua atuação no novo carto -- Flavio não será chefe da escuderia, diferentemente do que fez no passado --, o italiano respondeu: "Entro (em ação) quando necessário. Minha função é simples: reporto-me ao presidente e depois, juntos, tomamos decisões".

"É uma função muito importante porque trabalho diretamente com o presidente da empresa, do Grupo Renault, e depois tenho que trabalhar com todos na Alpine, ou seja, com o Bruno [Famin, chefe de equipe], com o novo diretor técnico, com todos... eu lido com um pouco de tudo", afirmou Briatore.

Flavio também foi 'confrontado' com o fato de que não atua em um time da categoria nos últimos 15 anos -- ele deixou o comando da Renault F1 em 2009 após o Crashgate vir à tona --, sendo questionado sobre não estar 'na ativa' no contexto de um esquadrão da elite global do esporte a motor.

“Acho que você é menos ativo do que eu! Fiquei na F1, sou embaixador da F1, vejo todas as corridas...", respondeu ele à reportagem do Canal+, emissora francesa que tem acesso 'privilegiado' à compatriota Alpine. "O que vou trazer do que tenho é a cultura da vitória, o ‘espírito de corrida’. Foi tudo isso que me permitiu vencer com a Renault e com a Benetton. É sempre a mesma coisa: são as pessoas que fazem a equipe", disse Briatore.

"A tecnologia mudou, mas são as pessoas que fazem a equipe. Temos que nos convencer que podemos fazê-lo: dentro de dois anos, que a Alpine possa estar entre os quatro primeiros", explicou o agora conselheiro do esquadrão de Enstone.

“Temos que ser uma equipe competitiva. Não quero falar de motor nem de qualquer outra coisa... A ordem que recebi do presidente é sermos uma equipe de alta performance", seguiu o italiano antes de falar sobre seus pilotos franceses -- Esteban Ocon já tem saída confirmada, mas Pierre Gasly, não.

"A questão é ter um carro de alto desempenho, então o piloto aparecerá. No momento, acho que Gasly pode fazer bem o trabalho. Talvez coloquemos um jovem com ele, ou alguém mais velho, mas essa não é a prioridade. A prioridade é realmente ter o carro competitivo, espero que já no próximo ano", finalizou.

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