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Tal avô, tal neto: Emerson e Pietro Fittipaldi falam de corrida

Depois de ser bicampeão da F-1 e da Indy 500, lenda do automobilismo brasileiro agora volta as atenções para a quarta geração da família

Pietro e Emerson Fittipaldi

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Emerson Fittipaldi e o neto Pietro comentaram sobre a quarta geração do clã-Fittipaldi nas pistas.

Depois do Barão, de Emerson e Wilson, além de Christian, agora é a vez de Pietro e do irmão Enzo começarem a criar gosto e acelerar pelas pistas, mas dos Estados Unidos. 
 
Ambos devem seguir carreira na Nascar, e Emerson se derrete ao falar de Pietro: "Sou um vovô coruja babão. Fico babando quando vejo ele correr. É muita emoção."
 
"Mexeu muito comigo quando o vi correr pela primeira vez em Charlotte, com um carro potente de 500 hp, onde a volta gira em torno de 16 segundos. E ele baixinho, pequeno, com 14 anos. No kart era bacana de assistir, mais normal, mas com esse carrão mexeu muito."
 
"É emocionante como avô, mas preciso ser analítico como atleta, que vê um outro surgir. Tinha de ser o Emerson piloto analisando o Pietro como piloto", comenta.
 
Pietro, por sua vez, fala da paixão e da empolgação em ver o avô o acompanhando: "Ele está sempre lá assistindo, me apoiando, eu gosto muito. É a única pessoa que me pergunta se eu fico nervoso. Tanto faz que ele é meu avô, o importante é que ele vá assistir."
 
"Eu comecei a assistir Nascar e achei muito mais competitivo e legal, com os carros sempre lutando. Como moro nos Estados Unidos, tudo lá é mais perto e comecei a gostar."
 
Emerson também "entregou" a preocupação com o neto e relembrou uma história curiosa: "Quando ele tinha 12, 13 anos e me disse da Nascar, eu fui conversar com o presidente Brian Wilson para saber qual o programa. Ele disse: 'não se preocupe, nós reduzimos a potência de 850 para 500 cavalos.'"
 
O senso de justiça na Nascar também foi colocado em pauta: "Cinco corridas atrás, um cara bateu no Pietro e tirou ele da corrida. Eu tava aqui no Brasil e liguei para ele, perguntei se ele havia reclamado e ele disse: 'Vovô, você não entende, não dá para reclamar, mas pode deixar que minha equipe foi bater na outra.'"
 
"Quando alguém é sujo as equipes brigam. É sempre assim", destaca Pietro.
 
Por fim, Emerson comentou o peso do sobrenome em um piloto, citando Nelsinho Piquet, e acredita que gostar da Nascar é uma questão de tempo ao brasileiro: "No caso do Nelsinho e do Pietro, que carregam nomes importantes, você abre as portas, é bom, existe uma receptividade muito grande, mas, ao mesmo tempo, há a obrigação de entregar o resultado e isso deixa todos na expectativa."
 
"O Pietro deixou uma boa expectativa, assim como o Nelsinho na A1, quando senti que ele tinha um grande talento natural. O Pietro também está correspondendo. Além do amor e dedicação, é preciso andar rápido e aceitar a pressão. Mas também precisamos tomar cuidado administrando a carreira dele, pois pular etapas pode criar muita pressão."
 
"É uma corrida de muito contato, muito emocionante e dinâmica, com muitas mudanças de posição. Quando o brasileiro se acostumar, e temos pilotos como o Nelsinho, o Paludo e agora o Pietro, entender melhor a parte técnica, vai gostar. Existe um conhecimento da categoria que é preciso ter para apreciar, e vejo potencial."
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