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Toto Wolff: "Eu preferiria ter três carros no ano que vem"

Ao TotalRace, novo diretor-executivo da Williams - e empresário de Valtteri Bottas - elogia trabalho de Bruno Senna

O crescimento da influência de Toto Wolff, que passou de acionista a novo diretor-executivo da Williams, ao mesmo tempo em que preencheu uma lacuna deixada pela saída de Adam Parr no início do ano, levantou a dúvida sobre o futuro da dupla de pilotos da equipe. Afinal, o austríaco é empresário do piloto de testes da equipe, Valtteri Bottas, que vem fazendo um bom trabalho nas sessões de treinos livres de que tem participado neste ano.

Falando ao TotalRace, Wolff destacou o desempenho do finlandês, mas lembrou da importância financeira de seus dois pilotos atuais, Pastor Maldonado e Bruno Senna e ainda elogiou a performance do brasileiro até aqui no Mundial.

“Valtteri tem andando em treinos livres, um final de corrida é algo completamente diferente”, reconheceu Wolff. “Ele é um grande talento e vamos buscar mantê-lo, mas há também uma questão econômica. Pastor e Bruno são bons pacotes para nós, no sentido de velocidade, inteligência e potencial de venda. Eu preferiria ter três carros no ano que vem!”

Em relação a Senna, o dirigente afirma que a Williams sabe a falta que os treinos livres perdidos justamente para dar lugar a Bottas – por contrato, o brasileiro cederá o carro em 15 oportunidades nos 20 GPs do ano para o finlandês – faz.

 “Estou impressionado com Bruno. Ele não é apenas um piloto inteligente e sensível, mas ele aprende rapidamente também. Nossa preocupação é apoiá-lo da melhor maneira possível. Sabemos que lhe faz falta o treino livre que ele não anda às sextas-feiras e ele tem nosso apoio. Os resultados são variáveis: ele tem tido bons momentos e dias em que as coisas não funcionam. Na Hungria tudo funcionou muito bem e espero que seja o início de muitos finais de semana bons daqui para a frente.”

Perguntado pelo TotalRace sobre o tamanho da influência de Wolff na equipe em seu novo cargo, Senna mostrou tranquilidade.

 “Em termos de influência imediata, acho que vai ser bom para a equipe ter alguém trabalhando ativamente nessa área. Ele vai ajudar muito o Frank, que continua com seu papel super importante. Mas se ele tem qualquer intenção de fazer uma mudança na dupla de pilotos, é melhor perguntar a ele, porque não dá para saber. Porém, se eu fizer meu trabalho, não tenho motivos para me preocupar com isso.”

Falando sobre sua nova função, Wolff brincou que agora precisa “trabalhar de verdade”.

“No fundo não muda nada. Tenho agora oficialmente a responsabilidade de cuidar da equipe juntamente de Frank (Williams), somos parceiros nesse negócio mas, como você disse, era algo que eu fazia desde a saída de Adam (Parr) e que agora foi sacramentado.”

“Adam comandou a equipe de uma maneira muito bem-sucedida do ponto de vista comercial e nesse sentido não haverá nenhuma mudança. Mas queremos vencer corridas, Adam trabalhou duro para que isso acontecesse assim como todos nós. Temos um novo grupo técnico e espero que seja o início de uma nova era para a Williams. Mas o sucesso não depende muito de mim, depende muito mais dos engenheiros e da dupla de pilotos. Assim, a orientação talvez esteja sim voltada um pouco mais para o lado esportivo.”

O austríaco assume a equipe em um bom momento, logo após a primeira vitória em oito anos, conquistada por Pastor Maldonado no GP da Espanha, mas reconhece que o desempenho da equipe desde então está aquém das metas.

“Ainda não atingimos nosso objetivo. Precisamos manter nossa posição no Mundial de Construtores e olhar um pouco para frente, para nos consolidarmos para o próximo ano. É importante minimizarmos nosso volume de erros, tanto a equipe como os pilotos. Isto acontecendo, somaremos mais pontos e teremos uma base melhor para 2013, quando poderemos mirar mais pódios ou vitórias para a equipe.”

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