Pular para o conteúdo principal

Recomendado para você

Pedro Lima se classifica em oitavo debaixo de chuva em Portugal

Geral
Geral
Pedro Lima se classifica em oitavo debaixo de chuva em Portugal

Alexander Jacoby conquista o segundo lugar nas 4 Horas de Abu Dhabi da Asian Le Mans Series

Endurance
Endurance
Alexander Jacoby conquista o segundo lugar nas 4 Horas de Abu Dhabi da Asian Le Mans Series

F1: Mudanças de 2026 beneficiarão novatos? Antonelli dá veredito

Fórmula 1
Fórmula 1
F1: Mudanças de 2026 beneficiarão novatos? Antonelli dá veredito

Confira os capacetes dos pilotos da F1 para 2026

Fórmula 1
Fórmula 1
Confira os capacetes dos pilotos da F1 para 2026

MotoGP: Yamaha garante que Quartararo estará de volta na Tailândia

MotoGP
MotoGP
MotoGP: Yamaha garante que Quartararo estará de volta na Tailândia

F1: Stella aponta ponto-chave do motor Mercedes explorado na McLaren

Fórmula 1
Fórmula 1
F1: Stella aponta ponto-chave do motor Mercedes explorado na McLaren

Morre adolescente que foi espancado por ex-piloto da Fórmula Delta

Geral
Geral
Morre adolescente que foi espancado por ex-piloto da Fórmula Delta

NASCAR: Casagrande compete nos Estados Unidos

NASCAR
NASCAR
NASCAR: Casagrande compete nos Estados Unidos

VÍDEO: Engenheiro brasileiro de Raikkonen revela segredos e diz que é o piloto mais limpo que já viu

Rico Penteado, que trabalhou com finlandês na Lotus, contou histórias de bastidores e afirmou que Kimi teria ao menos cinco títulos se corresse nos anos 80

Race winner Kimi Raikkonen, Lotus F1 Team celebrates in parc ferme

Único brasileiro a chefiar o departamento de motores de uma montadora da Fórmula 1, Ricardo Penteado contou, durante edição do Telemetria desta quarta-feira (1), sobre um dos pilotos mais icônicos dos últimos anos: Kimi Raikkonen, que anunciou aposentadoria da categoria ao final da atual temporada e trabalhou com o engenheiro na Lotus.

Leia também:

Rico, que deixou a Renault no fim de 2019, contou sobre a personalidade do campeão mundial de 2007, revelou histórias curiosas de quando o conheceu, exaltou sua capacidade na pista e disse que ele teria ganho vários títulos se tivesse pilotado na década de 80. Confira:

Aposentadoria e talento de Raikkonen: "Teria ganho muitos títulos na década de 80"

"A gente sabia que ele não ficaria muito tempo na Fórmula 1. O Kimi tem o recorde de corridas, que o Fernando [Alonso] deve bater no ano que vem. Eu, por ter trabalhado com ele duas temporadas, tenho muitas memórias, mais boas do que ruins. Aprendi bastante. É um cara muito diferente, bem exclusivo e atípico. Essa imagem não é forçada, é natural. É uma pena que não há mais tantos pilotos com ele na categoria."

"Se ele tivesse nascido uns 20 anos mais cedo, com certeza seria o recordista a ser batido. Acho que teria ganho, pelo menos, cinco títulos de campeão do mundo se tivesse competido na década de 80, com Lauda e companhia."

"Ele tem uma visão espacial fora do comum. O F1 é um avião de caça, você tem um monte de botão, controles e toda a parte aerodinâmica. O Kimi é um piloto de Red Bull Air Race, de acrobacia. Tem uma capacidade de pilotagem absurda e um timing grande. Nunca vi um piloto com tanta noção disso como ele. No entanto, não é tão adaptado à tecnologia dos carros de hoje."

"Se você o colocasse em um dos veículos das antigas que era só questão de braço, timing, concentração e saber onde colocá-lo, com certeza teria conquistado alguns campeonatos ali."

Estilo do finlandês e experiência na Lotus: "Era fechado por não querer atrapalhar"

"Não é por nada que ele tem tantos fãs, é interessante o estilo dele. O caráter é tão natural que é super legal. A gente associa ele a James Hunt e vemos que tem alguma coisa relacionada. Ao ver ele embriagado em 2007, em São Paulo, pensei: 'caramba, como que pode? O cara é campeão do mundo e tá ali festejando dessa forma'. Como piloto ele é animal, merecedor do que conquistou, mas é uma pessoa simples, verdadeira e muito respeitosa. Ele está ali para ser profissional, você tem que respeitar o espaço, mas é muito humano."

"Eu trabalhei com o Kimi em 2012 e 2013, e levou dez corridas para ele me chamar de Rico. Antes, ele falava: 'Ei, engine, engine (motor, em inglês)'. Se fosse a minha primeira temporada na Fórmula 1 eu acho que teria parado no final do ano", brincou o engenheiro, que trabalhou com Raikkonen na Lotus.

"Um evento que foi muito interessante foi na Coréia ou Índia. Ele chegou na quinta-feira, em uma sala onde ficam os engenheiros, e normalmente os pilotos chegam cedo para as reuniões. O Bruno Senna sentava com cada um e falava tudo sobre cada parte do carro, o Lucas di Grassi também era assim. Já o Kimi chegava às 16h no escritório, mandava um 'hello' e só falava com o engenheiro dele, 15 minutos depois se levantava, falava 'see you tomorrow' (até amanhã, em inglês), eu pensava 'que relação humana estranha'. Porque a gente adora os pilotos e eu senti uma frieza, mas eu descobri que na verdade ele não queria atrapalhar a gente, não por não gostar ou ser antipático."

"Eu percebi isso assim: na corrida anterior, ele tinha dado um pulo que machucou as costas. Porque o Kimi teve uma pancada em Sepang, eu acho, que amassou a vértebra. Então, toda vez que ele dava um salto violento com o carro, ficava com dor nas costas. Então ele teve essa pancada, apareceu na sala, deu o "oi" e saiu. Eu fui tomar uma água e ele estava no mesmo lugar, cutuquei seu ombro e perguntei: 'como estão tuas costas?', daí ele respondeu: "Ah! Está de boa, vi o médico na semana passada e ele fez uma massagem, colocou um produto e já tá boa, depois fui na casa de um amigo fazer motocross na floresta, daí a gente fez churrasco e isso...' O cara ficou meia hora contando a vida dele pra mim."

"Eu vi que não é que ele fosse frio, e sim que não queria incomodar. Então é um cara que aprendi bastante coisa e com certeza vai fazer falta para a Fórmula 1."

Adaptação de Kimi às novas tecnologias da F1 e capacidade na pista: "Um dos mais limpos que ja vi"

"Eu lembro que quando a gente passou do V8 pro V6 eu fiquei na dúvida do que ia acontecer com o Raikkonen, porque ele teve tanta dificuldade para entender - ou não querer entender - toda a aerodinâmica do carro. Eu fazia uns mapas completamente alucinados para aumentar o downforce e o Romain Grosjean sabia usar isso, já com o Kimi eu tinha dificuldade de fazer ele entender o conceito para criar downforce na curva. Pensei: 'com um monte de botão, bateria para carregar e tal...', achei que fosse ter dificuldade."

"Ele tem essa imagem de que não trabalha muito, mas se você falar 'você tem que fazer isso', ele faz e aprende. Se você não disser, o Raikkonen não vai fazer como outros pilotos que querem dominar o carro de cabo a rabo, como o Sebastian Vettel. E acabou que ele se adaptou muito bem. O ponto forte do Kimi não é imaginar modos mirabolantes de como fazer o volante funcionar, colocar o 'botãozinho'... não é isso. Tem outros pilotos e engenheiros que fazem isso para ele. O que sabe é onde colocar o carro na pista para não ter acidente."

"Entre 2012 e 2013 a gente bateu o recorde de corridas terminadas, fizemos um monte, uma atrás da outra. Ele é um cara muito confiável. Teve uma disputa dele com o [Nico] Hulkenberg em Hockenheim, onde ele colocou o carro de um jeito que se batesse, não era culpa dele. É um dos caras mais limpos em pista."

PODCAST: GP da Bélgica foi o maior fiasco da história da F1?

 

SIGA NOSSO PODCAST GRATUITAMENTE:

Artigo anterior VÍDEO: Massa relembra 'zoação' de Raikkonen com Schumacher em festa da Ferrari
Próximo artigo F1: Aposentadoria de Raikkonen aquece mercado de pilotos; entenda

Principais comentários

Últimas notícias