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Wolff é cauteloso em chegada à Mercedes e nega contato com Lowe

Novo diretor executivo e acionista da equipe alemã afirma que ainda é cedo para falar em contratações

O novo diretor executivo da equipe Mercedes, Toto Wolff, deu sua primeira entrevista após ter confirmado sua saída da Williams e aproveitou para negar as especulações de que estaria tentando contratar o engenheiro Paddy Lowe, da McLaren.

“Acho que Paddy é reconhecido no paddock, está com a McLaren há 15 ou 20 anos, e li [sobre as especulações] no jornal, é o que posso dizer. Obviamente, na Fórmula 1 sempre há muita especulação sobre funcionários mudando de equipe. Não há nada a dizer no momento. Li assim como vocês”, afirmou em coletiva com a imprensa britânica.

O austríaco também negou que teria tentado persuadir Lowe a voltar para a Williams antes de comprar ações da Mercedes: “não há verdade nisso”. O engenheiro trabalhou no time de Grove antes de ir para a McLaren, há vinte anos.

Wolff evitou comentar sobre a situação da equipe, dizendo que precisa “de um pouco de tempo para compreender a estrutura. No momento seria bobagem falar sobre substituir alguém”. Isso incluiria o atual CEO, Nick Fry, cujo papel seria parecido com o do austríaco. “Nick está cuidando da parte comercial e estamos observando a situação.”

Falando sobre seu papel na Mercedes enquanto ainda é acionista da Williams, Wolff disse que tudo aconteceu rapidamente. Além de assumir o papel de diretor executivo, o empresário agora tem 30% das ações da equipe. “Aconteceu muito rápido. Estou envolvido com a Mercedes há muitos anos na DTM, então conheço as pessoas da empresa há muito tempo. Mas as coisas progrediram rapidamente – no máximo em duas semanas. Começou porque estamos na DTM e começou uma conversa sobre a situação da Mercedes na F-1. Não teve a ver com Niki [Lauda, novo presidente não-executivo do time].”

Ainda sobre a DTM, Wolff confirmou o teste de Robert Kubica na DTM nesta semana, mas admitiu que o polonês ainda não está 100% recuperado do acidente que sofreu durante um rali em 2011. “Veremos o que acontece. Acho que há algumas limitações físicas para ele em monocoques. Adoraríamos vê-lo de volta à F-1, mas definitivamente é cedo demais.”

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