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Wolff: Red Bull cometeu “erro estratégico” com combustível

Chefe da Mercedes na F1, Toto Wolff acredita que o fato de a Red Bull não usar o mesmo fornecedor de combustível e óleo do que a equipe de fábrica da Renault pode lhe custar performance.

Max Verstappen, Red Bull Racing RB14
Toto Wolff, Mercedes AMG F1
Daniel Ricciardo, Red Bull Racing RB14
Max Verstappen, Red Bull Racing RB14
Toto Wolff, Mercedes AMG F1 Director of Motorsport
Lewis Hamilton, Mercedes AMG F1 W09
Max Verstappen, Red Bull Racing RB14
Max Verstappen, Red Bull Racing RB14
Valtteri Bottas, Mercedes-AMG F1 W09

A Red Bull é a única equipe cliente da Renault que usa componentes de uma fabricante diferente – ela optou pela ExxonMobil em vez de BP/Castrol, usado pela Renault.

A McLaren também usa o material da última, mas já revelou planos de mudar para a Petrobras no ano que vem (a parceria vigente em 2018 é apenas comercial).

Contudo, a Mercedes prefere que seus clientes permaneçam com a Petronas, enquanto que a Ferrari faz o mesmo com a Shell e as equipes a quem fornece motor.

Wolff insiste que isso traz benefícios aos clientes, já que todo o desenvolvimento e testes de dinamômetro são realizados com o mesmo combustível e óleo, de modo que o pacote da unidade de potência é otimizado por isso.

Já a Red Bull, em contrapartida, tem de pagar pelos testes de dinamômetro na Renault quando quer testar uma nova configuração dos componentes da ExxonMobil.

A McLaren usou ExxonMobil em 2014, quando fez sua única temporada como cliente da Mercedes na era V6 turbo híbrida, e entende-se que isso custou performance à equipe.

“A ExxonMobil é capaz de fazer um produto de primeira, assim como a BP/Castrol ou qualquer uma das fornecedoras de ponta”, disse Wolff ao Motorsport.com.

“O erro estratégico é optar pelo acordo comercial em vez de garantir que você tem a mesma especificação de combustível e óleo que a equipe de fábrica.”

“Nossas equipes sempre usaram Petronas, tirando a McLaren. Nunca foi uma questão, porque estrategicamente você precisa garantir que você está no mesmo nível de performance, e, portanto, tem os mesmos fluídos que a equipe de fábrica.”

“Todos usamos os mesmos combustíveis, porque calibramos nosso motor em uma configuração de combustível. Se você tem uma configuração diferente, é preciso ter uma calibragem completamente diferente do motor.”

“Você usa calibragens diferentes na pista, o que não te traz aprendizado algum. Você está complicando sua vida se você tem configurações diferentes. Essa é a filosofia.”

Wolff explicou que o custo extra de testes de dinamômetro para uma fornecedora particular da equipe deve fazer parte da equação.

“O número será muito menor do que o valor do acordo comercial no geral. Mesmo assim, você precisa equilibrar se o benefício financeiro compensa o déficit estratégico por não ter uma cooperação próxima entre fornecedora de combustível/óleo e a equipe de fábrica.”

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