Pular para o conteúdo principal

Recomendado para você

Pedro Lima se classifica em oitavo debaixo de chuva em Portugal

Geral
Geral
Pedro Lima se classifica em oitavo debaixo de chuva em Portugal

Alexander Jacoby conquista o segundo lugar nas 4 Horas de Abu Dhabi da Asian Le Mans Series

Endurance
Endurance
Alexander Jacoby conquista o segundo lugar nas 4 Horas de Abu Dhabi da Asian Le Mans Series

F1: Mudanças de 2026 beneficiarão novatos? Antonelli dá veredito

Fórmula 1
Fórmula 1
F1: Mudanças de 2026 beneficiarão novatos? Antonelli dá veredito

Confira os capacetes dos pilotos da F1 para 2026

Fórmula 1
Fórmula 1
Confira os capacetes dos pilotos da F1 para 2026

MotoGP: Yamaha garante que Quartararo estará de volta na Tailândia

MotoGP
MotoGP
MotoGP: Yamaha garante que Quartararo estará de volta na Tailândia

F1: Stella aponta ponto-chave do motor Mercedes explorado na McLaren

Fórmula 1
Fórmula 1
F1: Stella aponta ponto-chave do motor Mercedes explorado na McLaren

Morre adolescente que foi espancado por ex-piloto da Fórmula Delta

Geral
Geral
Morre adolescente que foi espancado por ex-piloto da Fórmula Delta

NASCAR: Casagrande compete nos Estados Unidos

NASCAR
NASCAR
NASCAR: Casagrande compete nos Estados Unidos

Chefe da F3 vê automobilismo brasileiro em pior momento

Dono de equipe tradicional, Augusto Cesário vê Brasil perdendo status de potência no automobilismo: “Podemos virar uma Argentina”

Matheus Iorio
Matheus Iorio, Pedro Piquet e Rodrigo Baptista
Guilherme Samaia
Matheus Iorio
Matheus Iorio comemora
Matheus Iorio
Matheus Iorio
Matheus Iorio
Carlos Cunha comemora com pai a vitória
Matheus Iorio

A crise no automobilismo do Brasil, exposta pelo risco existente de o país não ter nenhum representante na Fórmula 1 no ano que vem pela primeira vez desde a estreia de Emerson Fittipaldi no ano de 1970, assusta Augusto Cesário.

Chefe de equipe na Fórmula 3 Brasil, campeonato responsável por formar jovens pilotos vindos do kart nos carros, ele não crê em um futuro dos mais animadores para o país nas principais categorias internacionais do automobilismo. O mau momento é refletido inclusive no grid da F3, que correu nas últimas duas provas com menos de dez carros.

Neste final de semana em Goiânia, o campeonato contou com apenas cinco carros inscritos para os primeiros treinos livres.

Por isso, Cesário - que formou pilotos de renome internacional como Ricardo Zonta, Cristiano da Matta e Hélio Castroneves – acredita que o país esteja enfrentando seu pior momento no automobilismo.

“Acho que sim. Nunca tivemos uma época tão indefinida”, falou ao Motorsport.com em Goiânia.

“Nas categorias top, como a Fórmula 1 e mesmo na Indy, não conseguimos revelar bons nomes há muito tempo. Agora com a saída do Massa, não sei como vai ser.”

“Desde a base está errado. Você vê: começamos com 17 carros (o campeonato de 2016 da F3 Brasil), e agora lutamos para ter seis ou sete. Falta apoio, e isso é uma mistura de organização, patrocínio e equipes competitivas. Só este tripé funcionando pode reviver esta categoria e o nosso automobilismo.”

“Se a CBA, as autoridades esportivas e os patrocinadores não virem isso e intervirem para melhorar – como já houve em outros esportes, como futebol, natação, judô e etc – eu temo pelo nosso futuro sim.”

Para Cesário, que lidera com dois de seus pilotos (Matheus Iorio e Guilherme Samaia) o campeonato deste ano, é necessário que se crie um caminho mais fácil do kart brasileiro para a Fórmula 3 por meio de iniciativas e premiações. Sem isso atualmente, os pilotos vão cada vez mais correr na Europa sem a preparação ideal.

“Essa categoria precisa que os garotos competitivos do kart venham para cá - é uma categoria escola”, adicionou.

“Os pilotos bons do kart teriam que obrigatoriamente passar por aqui. Porque, como vemos, se o cara vai direto para a Europa, acaba não tendo a preparação ideal. Muitos dos nossos pilotos têm sofrido.”

Augusto finaliza dizendo que o Brasil pode se tornar uma Argentina, no que diz respeito de não revelar mais nenhum piloto internacional, e ver suas grandes estrelas do kart permanecendo no país e correndo nos campeonatos de turismo regionais.

“Ver um piloto competitivo de kart fazer campeonatos de quinta categoria fora dos fórmulas é muito ruim. Vemos aqui pilotos que andaram bem e foram parar no turismo. Isso é lamentável. Nós podemos virar uma Argentina.”

Artigo anterior Sauter aparece no fim e vence segunda consecutiva
Próximo artigo Webber é pole em Xangai; di Grassi larga em 3°

Principais comentários