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Equipes da Fórmula E temem aumento de gastos no futuro

Atuais times e fabricantes da categoria acreditam que chegada de novas montadoras possa provocar corrida tecnológica excessiva

Jérôme d'Ambrosio, Dragon Racing, leads Loic Duval, Dragon Racing
Mercedes logo on the team motorhome
Sébastien Buemi, Renault e.Dams
Jose Maria Lopez, DS Virgin Racing, battles with Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport
Start: Felix Rosenqvist, Mahindra Racing leads
Loic Duval, Dragon Racing
Loic Duval, Dragon Racing
Sam Bird, DS Virgin Racing
Stéphane Sarrazin, Techeetah
Maro Engel, Venturi
Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport
Mitch Evans, Jaguar Racing
Jérôme d'Ambrosio, Dragon Racing
Jose Maria Lopez, DS Virgin Racing

As equipes da Fórmula E expressaram sua preocupação com qualquer mudança de mentalidade da categoria que fuja do caminho voltado aos carros de rua com a chegada de novas montadoras ao campeonato.

A Fórmula E tem uma série de limitações do ponto de vista técnico, particularmente na aerodinâmica, além de usar uma bateria padrão para sua próxima geração de carros, que será utilizada até a temporada de 2020/2021.

A sexta temporada da categoria terá a chegada de Mercedes e Porsche, que se juntarão a Renault, Audi, BMW, Jaguar e outras.

“Os custos mais altos podem se tornar uma preocupação futuramente”, disse o diretor técnico da Renault, Vincent Gaillardot, ao Motorsport.com.

“Precisamos controlar os custos de qualquer ‘corrida tecnológica’ através das regras, que são controladas pela FIA. Não queremos abrir o desenvolvimento de chassis, da aerodinâmica e das baterias.”

“O campeonato ainda é jovem, e precisamos ser cuidadosos como se estivéssemos vigiando uma criança pequena. Temos de tomar cuidado. Alguns dos que estão chegando agora já disseram que gostariam de ter mais liberdade.”

“Precisamos ser fortes nessas áreas. Caso contrário, isso poderá prejudicar o crescimento da Fórmula E.”

Um dos maiores temores das atuais equipes e montadoras da Fórmula E é a possível abertura para construção, desenvolvimento e fornecimento das baterias.

“Muitas pessoas subestimam a complexidade da bateria”, continuou Gaillardot. “Acho que a Williams fez um ótimo trabalho com a primeira bateria.”

“Sim, houve algumas críticas, mas, no geral, eles fizeram um ótimo trabalho. Tenho certeza de que a McLaren também é uma ótima escolha para a segunda geração da bateria.”

“Sabemos que algumas montadoras irão tentar fazer com que as baterias fiquem abertas à competição, mas precisamos esperar para saber o que fazer no futuro – mas só no futuro em longo prazo.”

O Motorsport.com apurou que uma recente mudança foi feita no Grupo Comercial da Fórmula E, fundado em 2016. Ele é composto pelo promotor, fabricante e equipes, mas sua estrutura foi revista para que ela caminhe na mesma direção dos grupos técnico e esportivo da categoria.

O chefe da DS Virgin Racing Team, Alex Tai, acredita que a supervisão da FIA é significativa para garantir a prosperidade do campeonato.

“A Fórmula E provavelmente tem o futuro mais brilhante, porque esses carros serão guiados no futuro. Então, o fato de termos o interesse de Mercedes e outras serve para endossar isso”, disse Tai ao Motorsport.com.

“Isso criará ainda mais interesse em todos os nossos parceiros para inovar ainda mais. Nós gostamos do desafio.

“Cabe aos acionistas lutar contra [o aumento excessivo dos gastos]. Precisamos manter as coisas equilibradas para que continuemos com a empolgação e o crescimento da Fórmula E.”

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