Briga entre ex-Fórmula Delta e adolescente "não foi motivada por chiclete", diz delegado; defesa da vítima cita ciúmes
Cenário da investigação pode ser modificado após novos depoimentos de testemunhas; representante do adolescente deu detalhes ao Motorsport.com
(Reprodução Redes Sociais)
A Polícia Civil do Distrito Federal, que investiga o caso envolvendo o empresário e ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Turra e Rodrigo, adolescente de 16 anos que continua internado em estado grave desde o dia 23, passou por uma virada significativa nesta quinta-feira. Acreditava-se que a confusão começou por causa de um chiclete, porém, novos depoimentos desmontaram essa tese.
"A investigação corre em segredo de Justiça. O que eu posso dizer é que a defesa [da vítima] acompanhou testemunhas que já havíamos intimado, e realmente a gente vê que a motivação não foi o chiclete. A gente está concluindo o mais rápido possível para que o inquérito seja encaminhado ao Ministério Público", falou Pablo Aguiar, delegado da 38ª DP (Vicente Pires - DF) ,em entrevista ao jornal O Globo.
Ainda de acordo com a reportagem, a confusão teria sido causada por ciúmes, a partir de nota enviada por Albert Halex, advogado de Rodrigo. Em entrevista exclusiva ao Motorsport.com, o defensor confirmou a informação, explicando que "houve uma reviravolta no caso a partir de testemunhas oculares, ou seja, pessoas que viram o que aconteceu".
Segundo a defesa do adolescente, "Rodrigo foi atraído" para a briga, que teria sido motivada por causa de ciúmes relacionados a ex-namorada de um amigo de Turra, que também é piloto e menor de idade. "Eles [Rodrigo e o amigo de Pedro] estudam no mesmo colégio e não se gostavam. São adolescentes, estão aprendendo a lidar com os sentimentos", falou Halex.
Relembre o conflito
Tudo começou na saída de uma festa em Vicente Pires (DF), na noite do dia 23 de janeiro, sexta-feira. Rodrigo estava sozinho na saída do evento quando, de acordo com relatos do advogado e do tio da vítima, Turra chegou de carro, sentado no banco de trás, com um grupo de colegas. Quem dirigia o veículo era o piloto amigo de Pedro, que chamou Rodrigo, com quem discutiu brevemente. A partir daí, começaram as agressões.
Turra foi preso em flagrante na madrugada do dia 23, mas foi solto após pagar R$24,3 mil em fiança. No fim da tarde da última sexta-feira (30), Turra foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal e, na segunda-feira (02), foi transferido para a Papuda. A justiça de Turra impetrou um habeas corpus, mas teve o pedido negado pelo desembargador Diaulas Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).
Além do episódio envolvendo Rodrigo, Pedro Turra está sendo investigado por outras três ocorrências: uma briga em uma praça de Águas Claras, que aconteceu em junho de 2025, a denúncia de uma jovem que diz ter sido forçada pelo empresário a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade, também em junho, e um caso de agressão em briga de trânsito contra um homem de 49 anos, ocorrido em julho do ano passado.
Para Halex, a decisão de Ribeiro ao negar o habeas corpus e manter a prisão preventiva foi correta, pois houve "combinação de depoimentos e testemunhas foram ameaçadas, o que é obstrução de justiça, pois interfere na investigação. Uma só [infração] já seria o suficiente, foram duas".
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