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Defesa de Pedro Turra, ex-piloto acusado de homicídio doloso no DF, deixa o caso

Anúncio foi feito por meio das redes sociais no início da tarde desta quarta-feira

Pedro Turra

Pedro Turra (Reprodução)

A defesa do empresário e ex-piloto da Fórmula Delta, Pedro Arthur Turra Basso, anunciou nesta quarta-feira (25) que deixou o caso judicial. O comunicado chega duas semanas após a Justiça do Distrito Federal aceitar a denúncia do Ministério Público e tornar Turra réu por homicídio doloso qualificado pela morte de Rodrigo, adolescente de 16 anos que faleceu no dia sete de fevereiro. 

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A informação foi divulgado por meio do Instagram oficial do escritório de advocacia Fior, Corrêa, Mendes, Kaefer e Associados no início desta tarde. Por meio da publicação, a instituição anunciou a saída do caso e disse estar "ciente de ter entregue seu melhor empenho na defesa dos direitos do constituinte”, além de reafirmar o "compromisso inabalável com a defesa intransigente do devido processo legal, das garantias constitucionais do cidadão e da sociedade como um todo”. 

Pedro Turra segue preso no Complexo Penitenciário da Papuda (DF), desde o dia 2 de fevereiro, e aguarda julgamento. Neste momento, o processo está em fase de apresentação da defesa do acusado e produção de provas. 

O caso

Tudo começou no fim de uma festa em Vicente Pires (DF). Rodrigo estava sozinho na saída do evento quando, segundo relatos do advogado e do tio da vítima, Turra chegou de carro, sentado no banco de trás, com um grupo de colegas. O motorista, um amigo de Pedro, chamou Rodrigo, com quem discutiu brevemente. A partir daí, começaram as agressões. Essa sequência de fatos foi confirmada pela promotoria. 

Pedro foi preso em flagrante na madrugada do dia 23, mas foi solto sob fiança de R$ 24,3 mil. Em 26 de janeiro, a Fórmula Delta desligou Turra oficialmente de seu quadro de pilotos. No dia 30 de janeiro, ele foi preso oficialmente pela Polícia Civil do Distrito Federal e transferido para a Papuda no dia 2 de fevereiro.

Além do episódio envolvendo Rodrigo, Pedro Turra está sendo investigado por outras três ocorrências: uma briga em uma praça de Águas Claras, que aconteceu em junho de 2025, a denúncia de uma jovem que diz ter sido forçada pelo empresário a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade, também em junho, e um caso de agressão em briga de trânsito contra um homem de 49 anos, ocorrido em julho do ano passado.

Turra segue preso no Complexo Penitenciário da Papuda. O ex-piloto da Fórmula Delta apresentou um pedido de habeas corpus na quarta-feira (4), mas o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou.

Rodrigo teve morte encefálica em 07 de fevereiro, 16 dias após a agressão. A defesa do adolescente alega que os socos dados por Turra foram a causa da morte. "Ressaltamos que todos os traumas e cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco, enquanto o soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal", publicou o advogado da família, Albert Halex

Em nota, a defesa do agressor afirmou que "a família de Pedro Turra, com profundo respeito e sincera solidariedade, lamenta o falecimento de Rodrigo". 

Segundo o portal G1, "a Polícia Civil disse que foi solicitado à defesa de Rodrigo que seja feito um pedido formal para que o médico do Instituto Médico Legal (IML) analise se as lesões são compatíveis ou não ao apresentado pelo laudo médico".

Na quinta-feira (12), a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do DF negou, por unanimidade, o habeas corpus solicitado pela defesa de Pedro Turra. Na sexta-feira (13), a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e o ex-piloto se tornou réu por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. O MP ainda solicitou que Turra pague ao menos R$400 mil por danos morais à família de Rodrigo. 

De acordo com o portal g1, que teve acesso à decisão judicial, o juiz André Silva Ribeiro justificou a manutenção da prisão preventiva e a aceitação da denúncia como homicídio culposo pois "a existência de outros episódios recentes de agressões físicas protagonizadas pelo denunciado [...] evidencia um padrão de comportamento violento e o desprezo reiterado às normas de convivência social, demonstrando que a liberdade tem servido como estímulo à continuidade da prática delitiva". 

Além disso, outro trecho do documento aponta para uma possível interferência na investigação, com "indícios de alinhamento de narrativas", os quais "comprometem a busca pela verdade real e revelam disposição para obstruir o regular andamento da justiça”.

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