Ministério Público agrava denúncia de Pedro Turra, que pode responder por homicídio
Após falecimento do adolescente de 16 anos, caso do ex-piloto passa por mudanças importantes
(Reprodução TV Globo)
Após a morte de Rodrigo, adolescente agredido pelo ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Turra, o caso passa por mudanças significativas. Nesta segunda-feira (09), a Promotoria de Justiça Criminal de Taguatinga encaminhou o inquérito para a 1ª Promotoria Criminal e do Júri de Águas Claras (DF). As informações são do jornal Correio Braziliense.
Isso significa que o Ministério Público entende que houve, no mínimo, dolo eventual, quando o acusado não deseja um resultado criminoso, mas assume o risco de morte. A Promotoria do Júri analisa também se houve homicídio com dolo direto, quando há intenção de matar. Também é possível que o caso seja devolvido para a Promotoria Criminal, caso compreenda-se que aconteceu 'apenas' lesão corporal seguida de morte.
Até o falecimento do adolescente, Pedro Turra respondia por lesão corporal gravíssima, porém, a nova avaliação do Ministério Público muda o cenário do inquérito. Em caso de denúncia por homicídio doloso, o caso é julgado por um júri e a pena pode chegar a 30 anos, inicialmente em regime fechado. Se a decisão for a de lesão corporal seguida de morte, a pena é aplicada por um juiz da vara criminal e é de no máximo 12 anos.
Segundo o advogado da família de Rodrigo, Albert Halex, as investigações devem avançar para além de Turra. Em vídeo publicado no Instagram, o defensor afirma que "existem outros elementos e todas as pessoas que estavam dentro do veículo serão responsabilizadas. Agora esperamos que a Justiça faça o trabalho dela, veja e localize todos esses envolvidos".
De acordo com Halex, a confusão foi premeditada: "A defesa acredita que foi doloso por conta da emboscada, que já foi comprovada e agora esperamos apenas que tudo se esclareça para que a verdade venha à tona e a verdade é que Rodrigo foi assassinado. A figura ideal foi um homicídio premeditado, por um grupo que realizou uma emboscada, então todos aqueles que estavam dentro do veículo devem responder pelo homicídio".
O caso
Tudo começou no fim de uma festa em Vicente Pires (DF), na noite do dia 23 de janeiro. Rodrigo estava sozinho na saída do evento quando, de acordo com relatos do advogado e do tio da vítima, Turra chegou de carro, sentado no banco de trás, com um grupo de colegas. Quem dirigia o veículo era um amigo de Pedro, que chamou Rodrigo, com quem discutiu brevemente. A partir daí, começaram as agressões.
Pedro foi preso em flagrante na madrugada do dia 23, mas foi solto sob fiança de R$ 24,3 mil. No dia 30 de janeiro, ele foi preso oficialmente pela Polícia Civil do Distrito Federal e transferido para a Papuda no dia 2 de fevereiro.
Turra segue preso no Complexo Penitenciário da Papuda. O ex-piloto da Fórmula Delta apresentou um pedido de habeas corpus na quarta-feira (6), mas o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou.
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