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Morre adolescente que foi espancado por ex-piloto da Fórmula Delta

Jovem de 16 anos estava internado desde a madrugada do dia 23 de janeiro

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Morreu neste sábado (7), Rodrigo, adolescente de 16 anos que foi agredido por Pedro Arthur Turra Basso, empresário e piloto de 19 anos que competiu na Fórmula Delta. O jovem estava hospitalizado desde a madrugada do dia 23 de janeiro, mas não resistiu após 16 dias.

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Segundo informações do G1, o advogado do jovem confirmou a morte pela manhã. Ele estava em coma induzido desde a madrugada do dia 23 de janeiro.

Rodrigo teria batido a cabeça na porta de um carro durante a briga e sofreu um traumatismo craniano. O adolescente chegou a ter uma parada cardiorespiratória de 12 minutos.

O que aconteceu

Tudo começou na saída de uma festa em Vicente Pires (DF), na noite do dia 23 de janeiro, sexta-feira. A vítima estava sozinho na saída do evento quando, de acordo com relatos do advogado e do tio do adolescente, Turra chegou de carro, sentado no banco de trás, com um grupo de colegas. Quem dirigia o veículo era um piloto amigo de Pedro, que chamou a vítima, com quem discutiu brevemente. A partir daí, começaram as agressões. 

O impacto das agressões foi severo, com a vítima perdendo o equilíbrio e batendo a cabeça em um carro. Ele sofreu traumatismo craniano grave, sofreu uma parada cardíaca e precisou ser colocado em coma induzido. Segundo o advogado da família da vítima em entrevista ao G1, o estado do adolescente era "muito crítico", chegando ao nível 3 na Escala Glasgow, o coma mais profundo. 

No dia 26 de janeiro, segunda-feira, a Fórmula Delta oficializou o desligamento de Turra. Por meio de publicação no Instagram, a categoria destacou que "não compactua com qualquer tipo de violência e tem como pilares o respeito, a responsabilidade e a formação humana e esportiva" e que a "decisão já estava em andamento", mas não poderia se tornar pública por questões jurídicas. 

Turra foi preso em flagrante na madrugada do dia 23, mas foi solto após pagar R$ 24,3 mil em fiança. Na terça-feira seguinte ao acidente (27), a defesa do empresário divulgou um vídeo, compartilhado por veículos como G1 e Metrópoles, em que Pedro pede perdão à família de Rodrigo e diz que "nunca foi minha intenção deixar ele desse jeito". 

No fim da tarde do dia 30 de janeiro, sexta-feira, Pedro Turra foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Distrito Federal e transferido para a Divisão de Custódia de Presos (DCCP) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã de sábado (31). Na tarde de segunda-feira (02), o empresário foi para o Centro de Detenção Provisória da Papuda. 

A defesa de Turra impetrou um habeas corpus, mas teve o pedido negado pelo desembargador Diaulas Ribeiro, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que também manteve o piloto em cela individual, justificando ainda que "o paciente não tem direito à prisão especial, não é isso o que lhe asseguro. O seu direito, sob encarceramento, é o de ter incólume sua integridade física". 

Por determinação do juiz Wagno de Souza, da 2ª Vara Criminal de Taguatinga, na quinta-feira (05), o processo corre em segredo de Justiça. 

Além do episódio envolvendo Rodrigo, Turra  está sendo investigado por outras três ocorrências: uma briga em uma praça de Águas Claras, que aconteceu em junho de 2025, a denúncia de uma jovem que diz ter sido forçada pelo empresário a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade, também em junho, e um caso de agressão em briga de trânsito contra um homem de 49 anos, ocorrido em julho do ano passado. De acordo com o delegado Pablo Aguiar, da 38ª DP (Vicente Pires), foi possível traçar um "perfil de sociopata" através das denúncias. 

O Motorsport.com Brasil presta solidariedade à família de Rodrigo. 

Causos com GALVÃO, REGI, EVERALDO MARQUES, BURTI e cia: ALFREDO BOKEL diz TUDO dos jornalistas da F1

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