STJ nega habeas corpus e ex-Fórmula Delta que agrediu adolescente segue preso
Pedido foi apresentado pela defesa na quarta-feira; piloto continuará no Complexo Penitenciário da Papuda
Pedro Turra (Reprodução redes sociais)
Nesta sexta-feira (06), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Pedro Turra, ex-Fórmula Delta que agrediu um adolescente de 16 anos. O piloto de 19 anos foi preso preventivamente há uma semana e continuará no Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário da Papuda (DF).
O responsável pela análise do pedido, apresentado na quarta-feira (04), foi o ministro Herman Benjamin, presidente da Corte. Segundo o portal G1, o magistrado "considerou que, como o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios [TJDFT] ainda não finalizou a análise de outro habeas corpus apresentado naquela instância, não cabe ao STJ analisar o caso nesse momento, a não ser que fosse constatada situação de flagrante ilegalidade do decreto de prisão preventiva. No entendimento do presidente do STJ, isso não ficou demonstrado".
Relembre o conflito
Tudo começou na saída de uma festa em Vicente Pires (DF), na noite do dia 23 de janeiro, sexta-feira. A vítima estava sozinho na saída do evento quando, de acordo com relatos do advogado e do tio do adolescente, Turra chegou de carro, sentado no banco de trás, com um grupo de colegas. Quem dirigia o veículo era um piloto amigo de Pedro, que chamou a vítima, com quem discutiu brevemente. A partir daí, começaram as agressões.
Turra foi preso em flagrante na madrugada do dia 23, mas foi solto após pagar R$24,3 mil em fiança. No fim da tarde da última sexta-feira (30), Turra foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal e, na segunda-feira (02), foi transferido para a Papuda.
A defesa de Turra impetrou um habeas corpus, mas teve o pedido negado pelo desembargador Diaulas Ribeiro, do TJDFT, que também manteve Turra em cela individual, justificando ainda que "o paciente não tem direito à prisão especial, não é isso o que lhe asseguro. O seu direito, sob encarceramento, é o de ter incólume sua integridade física".
Por determinação do juiz Wagno de Souza, da 2ª Vara Criminal de Taguatinga, na quinta-feira (05), o processo corre em segredo de Justiça.
Além do episódio envolvendo o adolescente de 16 anos, Pedro Turra está sendo investigado por outras três ocorrências: uma briga em uma praça de Águas Claras (DF), que aconteceu em junho de 2025, a denúncia de uma jovem que diz ter sido forçada pelo empresário a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade, também em junho, e um caso de agressão em briga de trânsito contra um homem de 49 anos, ocorrido em julho do ano passado.
Rodrigo, o jovem de 16 anos que foi agredido no dia 23, continua em coma induzido, internado em estado gravíssimo.
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