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No Dia das Mães, conheça DNA talentoso de Max Verstappen

Sophie Kumpen, mãe do jovem piloto de 18 anos foi campeã de kart antes de ter atual piloto da Red Bull. Ruben Carrapatoso e Ricardo Rosset falam sobre o desempenho dela nas pistas

Sophie Kumpen - mãe de Max Verstappen

Max Verstappen foi o grande personagem da semana, ao ser envolvido na troca entre as duas equipes que a Red Bull possui na F1. Muito se falou sobre os motivos da mudança, que além dos resultados inconstantes de Daniil Kvyat, tem também o grande talento do piloto holandês de apenas 18 anos. 

Talento esse que muitos atribuem à genética de seus pais, o ex-piloto da F1 Jos Verstappen e, porque não, da mãe de Max, Sophie Kumpen. Ela competiu profissionalmente no kart entre 1991 e 1995, conseguindo títulos importantes, como o belga por duas vezes e o Troféu Andrea Margutti, em Lonato, na Itália, correndo contra Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella.

Quem acompanhou de perto a carreira de Sophie e de Max é Ruben Carrapatoso, campeão mundial de kart. Em entrevista exclusiva ao Motorsport.com Brasil, ele se diz fã de Max, além de acreditar que o DNA do talento dele vem mais da mãe do que do pai, que chegou à F1.

"Acompanhei os dois, tanto a Sophie, como o Max. Sou suspeito para falar dele. Acompanhei ele no kart desde cadetinho até campeão do mundo."

As qualidades na pista de Max fizeram o brasileiro virar fã, mas não foi por qualquer motivo. Entre as inúmeras atribuições, Carrapatoso destacou algumas.

"O alto desempenho dele nas primeiras voltas com pneu frio era impressionante. Se você larga com pneus sujos e frios e ainda consegue levar grande vantagem sobre os outros, mostra como você é bom."

"Outro ponto interessante é a facilidade dele se adaptar em qualquer situação. Ele foi capaz de ganhar dois campeonatos em categorias totalmente diferentes no mesmo ano. E isso é para poucos, talvez três conseguiram fazer isso na história. E só ele fez isso em um mesmo ano."

 

Falando sobre a mãe, Ruben destacou o nível da piloto belga, por fazer bonito em categorias restritas, sendo a única mulher no meio.

"A mãe dele é uma das poucas mulheres que andaram de kart em altíssimo nível. Ela estava na categoria Super A, que era uma categoria que entrava somente os seis primeiros da Europa e os seis primeiros do mundo, acima dos 18 anos, e era considerada a F1 do kart."

"A Sophie era muito talentosa, andava um absurdo. Para você entrar na categoria Super A já é uma coisa fora do comum, eu mesmo fui o único brasileiro que conseguiu andar lá. Pilotos andam 25 voltas no mesmo décimo de segundo e a diferença de tempo são minúsculas. A corrida inteira você anda um atrás do outro porque é difícil alguém errar." 

"Isso é para você ver como o nível era alto para uma mulher estar inserida nele. Era muito difícil você ter uma mulher andando em alto nível no kart, ainda mais nos anos 1990."

 

Depois de piloto, o papel de Sophie mudou para mãe de piloto. Diferentemente de 99% das mães, ela tinha outra postura na pista, ao acompanhar Max.

"Ela o acompanhava de perto, sabia o que estava acontecendo, diferente da maioria das mães, que, por exemplo não sabem o que é um carburador ou uma vela. Ela sabe falar com propriedade do que está acontecendo."

Outro testemunho

Ricardo Rosset correu com Jos Verstappen e era amigo da família antes do divórcio entre os dois. O atual tricampeão da Porsche Cup também aposta que o talento de Max vem mais do lado da mãe.

"Me lembro do Max quando a Sophie, ficou grávida. Foi bem no ano que eu estava lá, me lembro do Max crescendo na barriga dela. Ele é uma pessoa que saiu da barriga programado para ser piloto, um super talento, foi criado para isso.

"Me lembro que o Jos me falava que no kart ele não conseguia vencê-la. O DNA do Max é bom e a preparação foi excelente." 

Foto de capa: Facebook

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