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Nasr comemora “oportunidade única” na estreia em Le Mans

Piloto regular da IMSA - e agora também do endurance europeu -, brasileiro destaca ao Motorsport.com a chance inesperada nas 24 Horas, mas reconhece limitações de chassi

Felipe Nasr

Felipe Nasr admitiu surpresa por estar na lista de participantes das 24 Horas de Le Mans em 2018, prova que considera uma “oportunidade única” em sua carreira.

O brasiliense teve um ano de inatividade depois de deixar a F1, ao fim de 2016. Porém, para 2018, mergulhou de cabeça no endurance: primeiro, fechou para competir na campanha completa da IMSA nos Estados Unidos. Depois, surgiu a chance de integrar a equipe Villorba Corse da classe LMP2, não só para Le Mans mas também para todo o restante da campanha da ELMS – uma espécie de versão europeia do WEC. 

Em entrevista ao Motorsport.com Brasil no circuito de Le Mans, Nasr admitiu que o desejo em participar da tradicional prova existe assim que entrou em contato com o endurance. “Desde que fiz minha primeira participação em Daytona, Le Mans era uma prova que eu tinha vontade de fazer”, disse.

“Foi até uma oportunidade inesperada, porque eu tinha acabado de concluir minha negociação para fazer o campeonato da IMSA. Veio um pouco de última hora, mas eu já tive uma experiência com a Villorba no ano passado, quando testei com eles em Paul Ricard. E aí veio o convite para fazer o campeonato da ELMS quanto as 24 Horas de Le Mans. Pensei que era uma oportunidade única que eu não poderia perder. No fim das contas, o que vale é a experiência.”

“É um chassi Dallara-Gibson, que é praticamente o mesmo dos Estados Unidos – o que muda é o pacote aerodinâmico e o motor. A experiência com o carro eu já tenho, e um dos objetivos por que venho aqui é ajudar a equipe alcançar o melhor resultado possível. É uma pista histórica, uma prova histórica que quero ter no currículo, porque nunca se sabe o dia de amanhã.” 

Nasr fará sua estreia em Le Mans tendo já a bagagem de disputar as 24 Horas de Daytona por três vezes – incluindo um segundo lugar em 2018 e um terceiro em 2012. 

Apesar de se tratarem de corridas de duração idêntica, o piloto vê diferenças claras. “A dinâmica da prova é o grande diferencial. Daytona é um circuito simples, não é muito técnico, e o que facilita lá é a questão do tráfego, principalmente dos GTs. Em Daytona você tem só uma linha, só uma trajetória, e quando um GT entra no banking(na parte inclinada do trecho em oval), a única coisa que você precisa fazer é pegar a pista de cima e fazer a ultrapassagem”, descreveu. 

“Já em Le Mans, o que deu para ver é que essa dinâmica muda, porque há certas curvas aqui que o GT usa mais pista que o protótipo. Se você tentar ultrapassar naquele momento, isso vai custar sua corrida. A questão noturna também um pouco diferente. Daytona à noite fica muito bem iluminado, e acho que aqui já é um pouco diferente.”

Intenção é melhorar retrospecto do time

Munido de um chassi Dallara, Nasr reconhece que há chances reduzidas para, de fato, fazer frente às equipes que utilizam os Oreca – que venceram as 24 Horas de Le Mans do ano passado e a abertura do campeonato atual, em Spa.

“Sendo realista, o Oreca e o Ligier são, no momento, carros que possuem ritmo melhor que o nosso – principalmente em volta de classificação. Mas estou bem contente com o carro em si em durabilidade, em fazer dois stints seguidos. O consumo de pneus do nosso carro é bom”, analisou.

“Pode ser que surja uma oportunidade, mas já sairia muito feliz daqui se conseguíssemos um resultado melhor do que a equipe conseguiu no ano passado – nono no geral, sétimo no LMP2.”

 

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