Pular para o conteúdo principal

Recomendado para você

Dudu Barrichello irá disputar 12h de Bathurst pela Heart of Racing

Endurance
Endurance
Dudu Barrichello irá disputar 12h de Bathurst pela Heart of Racing

Porsche Cup renova naming rights com C6 Bank

Porsche Cup
Porsche Cup
Porsche Cup renova naming rights com C6 Bank

F1: Após primeiro teste em Barcelona, Pérez indica problemas na Cadillac

Fórmula 1
Fórmula 1
Teste de pré-temporada em Barcelona
F1: Após primeiro teste em Barcelona, Pérez indica problemas na Cadillac

F1: McLaren confirma dia para iniciar testes de pré-temporada em Barcelona

Fórmula 1
Fórmula 1
F1: McLaren confirma dia para iniciar testes de pré-temporada em Barcelona

F1: Mercedes apresenta asa dianteira 'exótica' no teste de Barcelona

Fórmula 1
Fórmula 1
Teste de pré-temporada em Barcelona
F1: Mercedes apresenta asa dianteira 'exótica' no teste de Barcelona

VÍDEO F1: Hadjar bate em minutos finais de segundo dia em Barcelona

Fórmula 1
Fórmula 1
VÍDEO F1: Hadjar bate em minutos finais de segundo dia em Barcelona

F1: Leclerc relata situação da Ferrari após dia de testes em Barcelona

Fórmula 1
Fórmula 1
Teste de pré-temporada em Barcelona
F1: Leclerc relata situação da Ferrari após dia de testes em Barcelona

F1: A história do capacete de Gasly criado por brasileiro

Fórmula 1
Fórmula 1
F1: A história do capacete de Gasly criado por brasileiro
Análise

Fenati: Muito talento, pouco cérebro e grandes problemas

Mundialmente famoso por agarrar o freio de Manzi, Romano Fenati seria disputado por times da MotoGP como o ex-companheiro Bagnaia se não tivesse errado tanto na carreira

Romano Fenati, Sky Racing Team VR46

Na corrida da Moto2 no GP de San Marino, quem roubou a cena e fez as manchetes ao redor do mundo não foi o vencedor da prova, Francesco Bagnaia, que liderou todas as voltas da corrida saindo da pole position. Foi seu ex-companheiro de equipe, Romano Fenati. Mas, como se tornou comum em sua carreira, foi pelos motivos mais errados possíveis.

O GP de San Marino de 2018 foi mais uma página triste da carreira do talentoso italiano, que chegou ao mundial pela Moto3 em 2012 mostrando todo o seu potencial, sendo segundo na estreia no Catar e vencendo sua segunda corrida, na Espanha.

Desde então, o italiano continuou mostrando seu talento, mas cada vez mais deixa em evidência seu temperamento intempestivo e inconsequente. Responsável por vencer a primeira prova do time de Valentino Rossi na Moto3, na Argentina em 2014, Fenati aos poucos teve sua performance caindo, ora pelo equipamento, ora por si mesmo.

Até a corrida do último domingo, Fenati já havia feito coisas parecidas com a que fez a Stefano Manzi, segurando seu freio no meio de uma reta a mais de 200 km/h. Ele havia tido uma atitude tão babaca quanto há três anos, quando chutou NIklas Ajo após ser atrapalhado pelo finlandês durante um warm-up na Argentina em 2015. Ainda bravo, Finati desligou a moto de Ajo enquanto ele treinava largada pouco depois.

No entanto, o grande erro de sua carreira ocorreu em 2016. Segundo relatos da imprensa italiana, Romano tentou agredir Uccio Salucci – grande amigo de Valentino Rossi, e responsável pela gestão da VR46 Riders Academy – no sábado após a classificação do GP da Áustria. O episódio rendeu sua demissão da equipe VR46, na qual tinha um lugar na Moto2 prometido em 2017.

Fenati teve que ficar na Moto3 para 2017, e conseguiu ser vice-campeão na equipe Snipers Marinelli – longe de ser uma das melhores do mundial. Parecia que ele havia aprendido e reestruturado a carreira. Mas não.

Subindo com o time neste ano para a Moto2, muito se esperava dele. No entanto, o italiano tem até aqui 14 pontos apenas, enquanto Pecco Bagnaia – que pouco lhe incomodava na Moto3 em 2014, como companheiro de equipe na VR46 – atualmente lidera o campeonato da Moto2 e venceu em San Marino, além de já tem contrato para a MotoGP com a Pramac Ducati em 2019.

Em contraste, Fenati continua atrapalhando a si mesmo. Desta vez, tomou uma das atitudes mais antidesportivas que se tem notícia no esporte a motor em nível mundial. Apertando o freio de Stefano Manzi, ele arriscou seriamente a integridade física de um colega em um esporte de risco. E não importa se Manzi errou antes (como de fato fez e foi punido por isso): o que Fenati fez foi injustificável, incluindo os sinais que fez ao italiano, quando Manzi caiu sozinho voltas depois do ocorrido.

Fenati abdicou da corrida para reclamar. E parece que pode ter, com a atitude frente a Manzi, abdicado de sua carreira. Seu contrato com a MV Agusta (time de Manzi) para 2019, que já havia sido assinado, foi rasgado com a ocorrência. Nada mais justo. Fenati foi também demitido de sua equipe, a Marinelli Snipers. Nada mais justo também.

Pelo menos os times fizeram seu trabalho de repreender de maneira enfática o italiano. Porque a suspensão de duas corridas imposta pela FIM foi praticamente uma piada de mau gosto.

E o outrora promissor Fenati vai se tornando mais um caso de ‘e se’. E se não fosse tão temperamental? E se fosse mais inteligente? E se não fosse tão inconsequente? Para quem o viu no início da carreira, certamente estaria sendo disputado por times da MotoGP.

A história de Fenati prova mais do que nunca que mesmo com talento sendo importante, ele não é tudo no esporte a motor.

Artigo anterior Manzi não perdoa Fenati: “tentou me matar a 200 km/h”
Próximo artigo Federação Italiana tira licença de Fenati, que anuncia saída

Principais comentários