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Entrevista

10 anos: Barros lembra último pódio brasileiro na MotoGP

De Ducati privada, brasileiro conseguiu superar Ducati oficial do futuro campeão de 2007 Casey Stoner a três voltas do fim do GP da Itália

Podium: race winner Valentino Rossi, second place Dani Pedrosa, third place Alex Barros
Alex Barros
Podium: race winner Valentino Rossi, second place Dani Pedrosa, third place Alex Barros
Alex Barros
Race winner Valentino Rossi takes the checkered flag
Alex Barros
Casey Stoner
Alex Barros
Podium: race winner Valentino Rossi, second place Dani Pedrosa, third place Alex Barros
Alex Barros
Alex Barros
Loris Capirossi and Casey Stoner
Alex Barros, Pramac d'Antin
Pramac D'Antin team watches qualifying
Anthony West, Shinya Nakano and Alex Barros
Marco Melandri and Alex Barros
Podium: champagne for Casey Stoner and Loris Capirossi
Race winner Casey Stoner celebrates
Alex Barros followed by Loris Capirossi
Alex Barros

A visita da MotoGP ao circuito de Mugello neste final de semana marca com exatidão um fato especial para o motociclismo brasileiro: o último pódio do país no Mundial de Motovelocidade. O responsável pelo feito foi Alexandre Barros.

Depois de ter passado um ano no Mundial de Superbike, o piloto recebeu um convite da equipe Pramac Ducati para retornar à MotoGP e fazer o time satélite da montadora de Borgo Panigale encontrar o caminho do desenvolvimento depois de uma temporada muito ruim no ano anterior.

Usando a famosa Ducati Desmosedici GP7 que deu a Casey Stoner o título mundial daquele ano, o brasileiro superou o próprio australiano - que andava no time de fábrica da montadora italiana - no GP da Itália para garantir seu único pódio no ano.

“Se você for pegar o ano anterior, a equipe Pramac só chegava em último”, disse Barros ao Motorsport.com.

“E a gente pegou o time e na sexta corrida já fomos para o pódio. Essa era a ideia deles quando me chamaram. Quando me convidaram, falaram: ‘Alex, queremos que você venha para colocar a equipe lá em cima’. E conseguimos em pouco tempo, só seis meses de trabalho.”

Alexandre lembra que na terceira prova do ano, na Turquia, já tinha tido a primeira chance de ir ao pódio. No entanto, o piloto foi superado pelo italiano Loris Capirossi após um erro na última sequência de curvas.

“Já tinha feito uma grande corrida na Turquia. Perdi o pódio lá por besteira minha. Vou te falar: ali eu fiquei com um ódio de mim mesmo tão grande... Precisava de outra chance até o fim do ano.”

A chance veio em Mugello. Mesmo saindo de décimo no grid após uma classificação chuvosa, Barros tinha bom ritmo de corrida, sobretudo com pneus gastos e pouco combustível.

No início, Barros largou bem e chegou a até mesmo ocupar o terceiro posto na primeira curva. No entanto, o melhor de seu equipamento estava reservado para as últimas voltas, por isso, ele acabou recuando ainda nas primeiras duas voltas para oitavo.

“Eu sabia que a gente tinha condição ali, e fiz uma corrida de recuperação vindo lá de trás. Foi bem difícil, tive que gerir bem a prova. Eu fui chegando neles aos poucos.”

Depois de superar Chris Vermeulen, Loris Capirossi, Marco Melandri e John Hopkins após a metade do GP, Barros se aproximou do líder do campeonato, Casey Stoner. Com Valentino Rossi e Dani Pedrosa mais à frente, o duelo do brasileiro era pelo último lugar do pódio.

No entanto, ao contrário do ocorrido em Istambul, Barros foi perfeito. A três voltas do fim, ele deu o bote no australiano de 21 anos, conseguiu a posição e teve calma para não deixar que o futuro campeão de 2007 o superasse.

“Pois é, panela velha ainda cozinha”, riu Barros, que na época tinha 36 anos.

“Foi uma prova muito gratificante para mim. Foi como se fosse uma vitória. Bater um time oficial em uma moto privada é uma grande vitória. A gente conseguiu acertar bem a moto para aquela prova.”

Moto esta que era das mais difíceis de se conduzir. Barros diz que o estilo arrojado de condução de Stoner na GP7 fazia a diferença. Nem e ele e nem o companheiro de Stoner, Loris Capirossi, conseguiam copiar a maneira com a qual o piloto conduzia a Desmosedici observando seus dados de telemetria.

“O Stoner ganhava na entrada das curvas, conseguia virar muito mais rápido e colocava a moto de pé com uma velocidade que nem eu e nem o Loris (Capirossi) conseguíamos”, recorda.

“Aquela moto tinha um problema de ciclística. Eu falava muito com o pessoal da Ducati sobre isso. Inclusive, este é um problema que perpetua até hoje. Quando o Valentino (Rossi) foi andar lá, ele tinha este problema também. Eu fazia as mesmas reclamações que ele fez em 2011 e 2012 em 2007.”

“Quando não tem aderência, a Ducati não vira. Quando tem aderência, ela vira. Só que o Stoner conseguia fazer a moto virar sempre.”

“A gente via na telemetria e tentava copiar, mas não funcionava. Eu e o Loris tentávamos isso. Falava: ‘vocês precisam mudar’. Eles: ‘ah, mas o Stoner está ganhando’. Eles tinham só um piloto que ganhava, o resto sofria. Enfim, tinham que ter feito um contrato vitalício com ele”, brincou.

Após derrotar Stoner em Mugello, Barros se queixou da falta de apoio da fábrica italiana, o que influiu bastante nas últimas corridas daquele ano. O brasileiro jamais esteve em posição de tentar outro bom resultado.

Perguntado se a Ducati há via lhe prejudicado com a distribuição de equipamentos depois do terceiro lugar na Itália, Barros respondeu: “Bastante”.

“Na Austrália (prova qual a Ducati fez dobradinha com Stoner e Capirossi), eu estava indo muito bem também. Mas isso é história para outro dia. Eu cheguei em quinto e o time de fábrica tinha um ritmo fenomenal. Mas fizeram coisas que... dessa vez aí aprontaram comigo de verdade.”

Sem possibilidade de encontrar um lugar competitivo na MotoGP, Alexandre Barros se despediu do mundial após o fim de 2007 em décimo no campeonato, com 115 pontos.

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