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Análise

Análise: crescimento da Honda deveria preocupar Yamaha

Com Marc Márquez muito próximo de conquistar o terceiro título na MotoGP, a Yamaha precisa entender como perdeu o título mesmo tendo a moto mais equilibrada do grid

Marc Marquez, Repsol Honda Team, Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Massimo Meregalli, Yamaha Factory Racing Team Director
Jorge Lorenzo, Yamaha Factory Racing
Jorge Lorenzo, Yamaha Factory Racing
Podium: race winner Marc Marquez, Repsol Honda Team, second place Jorge Lorenzo, Yamaha Factory Racing, third place Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Race winner Marc Marquez, Repsol Honda Team
Jorge Lorenzo, Yamaha Factory Racing, Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Jorge Lorenzo, Yamaha Factory Racing
Jorge Lorenzo, Yamaha Factory Racing, Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Jorge Lorenzo, Yamaha Factory Racing, Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Marc Marquez, Repsol Honda Team
Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Jorge Lorenzo, Yamaha Factory Racing, Valentino Rossi, Yamaha Factory Racing
Marc Marquez, Repsol Honda Team

O modo como a temporada 2016 da MotoGP progrediu mostra uma estatística interessante: a Yamaha venceu cinco das sete primeiras corridas, mas não voltou a triunfar desde então. A vitória de Valentino Rossi na Catalunha, em junho, marcou a última ida da marca de Iwata ao topo do pódio.

A Honda, por outro lado, cresceu de produção, vencendo cinco vezes e com quatro pilotos diferentes - Márquez com duas, além dos triunfos de Jack Miller, Cal Crutchlow e Dani Pedrosa - além das conquistas singulares da Ducati na Áustria e da Suzuki na Grã-Bretanha. 

Apesar da Yamaha tentar demonstrar serenidade, Rossi foi direto no último final de semana, em Aragón: para o italiano, a chance de conquistar o título deste ano já não existe, mas a preocupação vai além e atinge a próxima temporada, devido ao desempenho atual da moto.

Jorge Lorenzo, que deixa a Yamaha no fim do ano e vai para a Ducati, aponta a eletrônica como a raiz do problema. Curiosamente, a fabricante japonesa era apontada por todos na pré-temporada como a que melhor havia se adaptado à centralina padrão, introduzida neste ano.

O coordenador da Yamaha, Massimo Meregalli, busca minimizar os problemas. Recentemente, Meregalli disse que a nova moto da Yamaha não será vista antes de novembro e que terá importantes atualizações até lá. Já a Honda foi duas vezes à pista com o motor do próximo ano, que tem agradado os pilotos.

Embora Meregalli tenha tentado colocar panos quentes, ninguém no paddock duvida que a Yamaha perdeu uma chance de ouro para conquistar outro título, especialmente com as dificuldades das rivais no início do ano e levando em consideração que a fabricante levou os títulos de pilotos, equipes e construtores em 2015 -  a quatro corridas do fim desta temporada, a Honda lidera nos três campeonatos.

Mudanças nos pneus 'puniram' Yamaha

Como isso foi acontecer? A resposta se baseia em uma combinação de fatores. Primeiro, a Honda tem Márquez, que aos 23 anos e com um talento incrível, agora adicionou ao 'arsenal' a sabedoria de atacar quando pode e ser cauteloso quando não há chance de vencer.

No lado técnico, a Honda fez muitos progressos com a eletrônica, que tanto deu dor de cabeça ao time no início da temporada.

Além disso, há um terceiro elemento que, embora não seja notado por muitos, é tão importante quanto os outros dois: os pneus, que pareciam sob medida para Lorenzo durante a pré-temporada, agora são o 'calcanhar de Aquiles' do espanhol.

Após os problemas enfrentados por Scott Redding na Argentina - o pneu do britânico simplesmente se desfez em alta velocidade - a Michelin colocou em prática um plano de emergência para evitar que o episódio se repetisse, mudando a construção dos pneus.

Lorenzo foi um dos que mais sofreu com as mudanças. Com os novos compostos, a velocidade em curva - uma das principais virtudes do atual campeão - foi comprometido, especialmente pela falta de estabilidade e de aderência nas entradas de curva.

Apesar disso, Lorenzo segue lutando pelo segundo lugar no campeonato com Rossi e, ainda que ninguém dentro da Yamaha queira admitir, isso também é fonte de preocupação. Meregalli pode insistir e dizer que não há motivo para preocupação, mas há poucas razões para manter a calma.

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