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Coluna do Randy Mamola: Iannone precisa melhorar rápido

Lenda das 500cc e colunista do Motorsport.com, norte-americano alerta Andrea Iannone sobre temporada ruim em 2017

Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Alex Rins, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP, with the Nicky Hayden Tribute helmet
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP, Dani Pedrosa, Repsol Honda Team
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP
Andrea Iannone, Team Suzuki MotoGP

Valentino Rossi e Maverick Viñales apresentaram um desempenho bem abaixo do que se esperava deles em Jerez. O mesmo aconteceu com Marc Márquez e Dani Pedrosa em Mugello, e Jorge Lorenzo ainda não tem tido uma temporada de sonho.

No entanto, a instabilidade vista até agora durante a temporada de MotoGP pelos pneus da Michelin não é uma desculpa para o início ruim de Andrea Iannone e da Suzuki em 2017.

A fabricante japonesa contratou Iannone como substituto para Viñales quando o espanhol decidiu assinar com a Yamaha. A expectativa era de que o italiano assumisse e continuasse a desenvolver a GSX-RR.

A moto ganhou uma corrida em 2016 (Silverstone) e esteve no pódio quatro vezes, com Viñales terminando em quarto lugar na classificação. A intenção da Suzuki era que Iannone usasse seus quatro anos de experiência na MotoGP para conseguir colocar a equipe a par de Honda, Yamaha e Ducati.

Após o primeiro terço da temporada, podemos dizer que o progresso da moto parece ter estagnado: Andrea é o 15º na classificação com 21 pontos, menos da metade que Viñales tinha neste mesmo momento em 2015 (46 pontos), ano em que Suzuki voltou ao campeonato.

Em uma situação tão complicada como essa, ambas as partes são forçadas a fazer alguma coisa, e a primeira decisão que eu tomaria seria falar diretamente com o piloto para descobrir o que está ocorrendo.

E eles devem fazer isso com os dados em mãos: não é normal que em Barcelona ​​Iannone tenha rodado a maior parte do tempo em um ritmo médio de 1min49s5, enquanto seu colega Sylvain Guintoli o tenha alcançado na 20ª volta e ele tenha começou a rodar mais de seis décimos mais rápido até abrir uma diferença novamente.

Se eu fosse o chefe da equipe, iria diretamente ao ponto e pediria explicações, porque à primeira vista não há justificativa possível. Iannone não parece muito feliz com a Suzuki, e o primeiro passo deve ser descobrir se a distância entre as duas partes pode ser reduzida ou não.

Embora eu esteja convencido de que Andrea não se sente à vontade com essa moto, e que os problemas para a adaptação a ela são reais, não tenho tanta certeza de que ele esteja lutando com todas as suas forças para mudar a situação.

O grid da MotoGP está cheio de lutadores. Existe Pedrosa, que sempre teve que enfrentar os problemas criados por ser tão pequeno. Há Márquez, que este fim de semana caiu cinco vezes, mas que se levanta, sobe na moto e nunca desiste.

Há também Lorenzo, que vemos discutindo e ficando zangado com as dificuldades que enfrenta na Ducati. E Aleix Espargaro, que é outro exemplo de um trabalhador que não consegue esconder sua frustração quando não alcança os alvos que estabeleceu para si mesmo.

Para ser honesto, não vejo isso em Iannone, e esse é exatamente o tipo de atitude que a Suzuki deve exigir do piloto escolhido para ser seu líder.

Há muitos que acreditam que o coração e a mente de Andrea deixaram de estar nas corridas para se concentrar em outros aspectos da vida – pelo menos é isso que parece pelo que ele compartilha nas mídias sociais.

A Suzuki tem que dar a ele alguma margem para mostrar que sua prioridade ainda é o campeonato, mas vamos deixar claro: é ele quem tem que mostrar a melhor versão de si mesmo. E ele deve fazer isso em breve.

No caso lamentável de que ele não fazer isso, os chefes da Suzuki terão que começar a pensar sobre como quebrar o contrato de dois anos assinado no ano passado. Não só para melhorar as estatísticas da equipe e tentar continuar com o progresso da moto, mas também porque Alex Rins é extremamente talentoso, mas precisa de um líder para aprender.

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