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Com 7º lugar em Valência, Honda sobe no sistema de concessões da MotoGP e 'perde vantagens' para 2026

Marca japonesa se junta à Aprilia e KTM no próximo ano, enquanto Ducati e Yamaha mantêm patamares A e D, respectivamente

Luca Marini, Honda HRC

Com o sétimo lugar de Luca Marini no GP de Valência deste domingo, a Honda entra em uma nova fase na MotoGP. A montadora japonesa conquistou pontos suficientes para sair do nível D do sistema de concessões e subir para o nível C, se juntando à Aprilia e KTM, o que representa uma evolução no projeto da RC213V, mas que vem com a perda de diversas vantagens no desenvolvimento da moto.

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Foram dois anos ocupando o patamar mais baixo do sistema de concessões das montadoras da MotoGP junto com a Yamaha mas, agora, a Honda sobe um nível em 2026. 

Para que isso acontecesse, a Honda precisava de nove pontos no Mundial de Construtores neste domingo. Como este contabiliza apenas o resultado do melhor piloto de cada marca, era preciso um sétimo lugar em Valência. Luca Marini passou boa parte da prova em oitavo mas, bem no fim, ultrapassou Jack Miller e deu à Honda os pontos necessários.

Questionado sobre o assunto pela imprensa internacional, incluindo o Motorsport.com, Joan Mir rejeitou a ideia de "alívio", mas saudou a mudança de categoria, que traz consigo uma mudança de status para a Honda. "É uma conquista", enfatizou o espanhol . "Espero que eles estejam felizes".

"Acho que é mais um símbolo para dizer que conquistamos algo grandioso este ano", disse Mir. "Mesmo que os resultados na classificação não tenham sido bons, conseguimos algumas coisas boas no final do ano. E essa coisa das concessões é positiva".

O que vai mudar para a Honda

Joan Mir, Honda HRC

Joan Mir

Foto de: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images

O discurso de Mir parece contraditório para a Honda, que perde várias vantagens, mas os pilotos da naturalmente preferem bons resultados para ajudar a progredir. No próximo ano, a Ducati permanecerá na categoria A, a que tem mais restrições, e a Yamaha na categoria D, o que lhe permitirá desenvolver seu novo motor, o que é importante, já que a marca confirmou a troca do quatro em linha pelo V4.

Para a Honda, a principal restrição virá dos testes. A marca não poderá mais convidar seus pilotos titulares, e o número de pneus disponíveis será reduzido de 260 para 220, o que reduzirá o número de stints e, portanto, a quilometragem possível. Além disso, os testes só poderão ser realizados em três circuitos pré-selecionados.

Cada piloto terá sua cota de motores para a temporada reduzida de dez para oito, e eles permanecerão com a mesma especificação durante todo o ano. O número de carenagens diferentes autorizadas durante a temporada também será reduzido, de três para duas.

Assim, a Honda terá exatamente as mesmas limitações que a Aprilia e a KTM e, em comparação com a Ducati, as únicas diferenças serão o número de wild cards  - a Honda terá seis, enquanto a Ducati não terá nenhum - e os pneus disponíveis para teste. A Ducati terá apenas 170, o que limitará severamente sua capacidade de organizar sessões.

A próxima contabilização do sistema de concessões será feita no segundo semestre de 2026, levando em conta os doze meses anteriores.

DIOGO MOREIRA FALA AO PÓDIO CAST após QUASE TÍTULO em Portugal! MARTÍN VOLTA pós-SHOW de BEZZECCHI?

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