Diretor da MotoGP diz que problema com buraco foi "inesperado", mas elogia resposta rápida da organização
Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da MotoGP Sports Entertainment Group, conversou com exclusividade com o Motorsport.com para fazer um balanço do retorno do Mundial a Goiânia
Em meio a uma série de boas corridas, o retorno da MotoGP ao Brasil após mais de duas décadas deve ficar marcado pelo incidente envolvendo um buraco que surgiu na reta principal no sábado, após a classificação da classe-rainha, levando a um atraso na programação do dia. Mas, para Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da categoria, apesar do caso "inesperado", a rápida resposta da organização merece elogios.
A classificação da MotoGP fechou a programação da manhã do sábado e, pouco após às 13h, havia a expectativa do início da parte da tarde, com os qualis da Moto3 e da Moto2, além da corrida sprint da classe-rainha.
Porém, ao notar o surgimento de um buraco no início da reta principal, próximo ao muro do pit wall, a organização anunciou a suspensão imediata da programação. Marcada para 15h, a corrida sprint da MotoGP marcou a retomada das atividades com 80 minutos de atraso, com largada às 16h20, seguido da Moto3, enquanto a Moto2 teve sua classificação transferida para a manhã do domingo.
Foram cerca de duas horas de atividade intensa na reta para garantir a realização da prova e, segundo os pilotos, as sessões só puderam ir adiante porque o buraco não estava no traçado ideal das motos, o que inviabilizaria o restante do fim de semana.
Em entrevista exclusiva ao Motorsport.com, Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da MotoGP Sports Entertainment Group (antiga Dorna Sports), explicou como se deu a operação para resolver o problema com o buraco e o rearranjo da programação.
"Foi uma situação totalmente inesperada. Nunca tivemos algo assim. Já tivemos problemas de superfície várias vezes, mas nada tão específico em um ponto só. Assim que detectamos, sabíamos que precisávamos parar a atividade na pista. Você não pode fazer a sprint e o GP no mesmo dia, mas pode fazer classificação e GP das outras classes no mesmo dia. então a sprint teve prioridade, porque as outras podiam ser remarcadas".
Ele elogiou o trabalho da organização e do governo de Goiás, que conseguiram encontrar rapidamente uma solução - que é apenas temporária.
"Isso foi positivo. Depois, a FIM junto com o promotor avaliou a área e decidiu fazer o reparo. Ficamos muito satisfeitos com o tempo de reação do promotor e do governo — abrir uma fábrica de cimento num sábado, fazer uma mistura de secagem rápida e conseguir realizar a corrida. Ficou muito estável. Há muita pedra, então foi uma solução sólida. Claro, depois do fim de semana será feita uma solução permanente mais completa".
Para Ezpeleta, a chuva é o grande causador de todo este problema, revelando outras questões que a reforma não havia identificado anteriormente.
"Mas também houve muita chuva. Não é normal. Chove nessa época, mas o volume das últimas semanas foi muito alto. Isso já causou problemas parecidos em outros circuitos, porque o solo se movimenta. Ali especificamente havia algo antigo que não foi identificado na construção. Então, de novo, estamos muito satisfeitos com a reação. claro que preferimos que não aconteça, mas a forma como foi resolvido foi muito boa".
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