Márquez revela que ida à Ducati foi 'última cartada' antes de desistir da MotoGP
Espanhol destacou momento crítico físico e mental após cirurgias feitas em decorrência do grande acidente em Jerez 2020
A MotoGP desembarca no Brasil neste fim de semana para competir em Goiânia, com Marc Márquez, Diogo Moreira e cia. A pista brasileira é mais um desafio na carreira do multicampeão da Ducati que admitiu ter escolhido a atual equipe como uma "última dança" antes de desistir da carreira.
O espanhol teve uma das maiores histórias de volta por cima do esporte. Após sofrer um acidente violento em Jerez em 2020 e passar por quatro cirurgias de grande porte, Márquez viu o 'fundo do poço' cada vez mais perto. Como tentativa de recuperar a moral e seguir na categoria, optou por uma 'cartada final': trocou a Honda, equipe pela qual correu a vida toda e se juntou à Ducati.
O resultado final? Campeão da temporada 2025. Questionado pelo Motorsport.com sobre o que poderíamos esperar dele neste ano, Marc relembrou os momentos que o levaram até o título atual e destacou que o objetivo final segue sendo mesmo.
"No ano passado alcancei o maior desafio da minha carreira. Foi uma grande aposta sair da minha zona de conforto, que era a Honda. Eu estava em um momento crítico física e mentalmente, perto de desistir. Mas decidi tentar uma última vez e essa “última dança” terminou com o título."
"Cada temporada é diferente. Tive outra lesão séria em setembro passado, mas estou me sentindo melhor. Vamos ver se conseguimos lutar pelo título em 2026. O mais difícil eu já fiz."
Sobre o ineditismo da pista brasileira, o multicampeão trouxe o fator "evolução" como o grande ponto a ser observado neste fim de semana em Goiânia e que esse aspecto pode fazer com que os pilotos encontrem dificuldades nas primeiras sessões de pista.
"Uma pista nova significa evolução durante o fim de semana, especialmente porque não é só o traçado, mas também o asfalto novo. Normalmente será escorregadio no primeiro treino e os tempos de volta vão cair ao longo do fim de semana."
"É verdade que teremos uma sessão mais longa na sexta-feira, o que facilita um pouco a vida das equipes. No fim, o piloto em cinco voltas já conhece a pista e seus limites. Mas é verdade que para ajustar a [parte] eletrônica da moto teremos mais tempo e ao longo dos dias vamos melhorar."
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