MotoGP: Bagnaia mostra incômodo com número de voltas do GP do Brasil
Etapa brasileira contará com 31 voltas e fato não agrada muito ao bicampeão da categoria rainha
Foto de: Mirco Lazzari GP / Getty Images
A MotoGP desembarca no Brasil para a segunda etapa do calendário 2026 e a pista vem colocando uma 'pulga atrás da orelha' dos pilotos por conta do seu ineditismo e de algumas particularidades.
Das 22 corridas previstas para este ano, o traçado brasileiro é um dos menores. São 3,85km de extensão com 14 curvas (sendo nove à direita e cinco à esquerda), com a reta principal tendo 950-994 metros. Por conta disso, a prova contará com 31 voltas.
Falando com a mídia em Goiânia, inclusive o Motorsport.com Brasil, Pecco Bagnaia - companheiro de equipe de Marc Márquez e bicampeão da categoria - destacou que não é muito fã de pistas curtas que proporcionam um maior número de voltas no domingo.
"Eu prefiro pistas mais longas com menos voltas do que curtas com mais. 31 voltas em uma corrida é muito, mas muito mesmo. Você entra em um ciclo na sua cabeça em que precisa tentar não pensar nas voltas", revelou.
Contudo, mesmo com as ressalvas, o italiano evidenciou que gosta de conhecer novos traçados. No Brasil, os pilotos não tiveram oportunidade de fazer um teste antes de chegar ao fim de semana oficial.
"Normalmente, eu adoro ir para uma pista nova, mas depende. Como na Hungria, eu tive muita dificuldade. Na Índia foi bem competitivo, então varia. Geralmente, quando temos pistas novas, fazemos apenas um teste, seja com todos os pilotos ou pelo menos com os pilotos de teste. Aqui não tivemos isso, acho que na Índia também não nos últimos anos", ponderou.
"Dei algumas voltas correndo ontem e na terça-feira para entender mais as subidas e descidas da pista, a largura da pista... não sei bem como dizer... mas a pista parece ótima, parece divertida, muito estreita, mas rápida e técnica, então acho que vou gostar. Só espero de verdade que não chova, porque em caso de chuva estaremos perdidos. Teremos um grande problema no Setor 1 e no Setor 4, mas vamos ver", apontou.
Por fim, o clima vem sendo uma questão bastante comentada pelos pilotos, equipes e espectadores, uma vez que o mês de março é bastante conhecido pelas fortes chuvas encerrando o verão - o que também pode trazer temperaturas elevadas e, consequentemente, maior degradação dos pneus.
"Parece muito quente, mas normalmente não é um problema para mim. Acho que a Ducati trabalhou muito para entender o que aconteceu com o consumo do pneu traseiro no último GP, porque foi uma dificuldade real para nós. Mas esta pista é nova para todo mundo. O asfalto parece fantástico ,um pouco sujo, mas fantástico. Então, talvez não tenhamos nenhum problema de consumo de pneu traseiro", finalizou.
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