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MotoGP - Espargaró: "Sem pânico" se nova moto Honda não for rápida de cara

Pilotos da montadora japonesa pediram principalmente duas coisas para a Honda: melhor aderência traseira e mais potência, para bater de frente com a Ducati

Pol Espargaro, Repsol Honda Team

Após dois anos difíceis, a Honda promete uma nova RC213V para a temporada 2022 da MotoGP. E com apenas cinco dias de pré-temporada, Pol Espargaró acredita que não exista motivo para entrar em pânico se a montadora precisar de mais tempo para deixar a nova moto pronta.

O design da nova moto promete ser radicalmente difícil, devido à temporada sem vitórias em 2020 e um 2021 difícil, mesmo com as três vitórias de Marc Márquez. No campeonato passado, a Honda foi apenas a quarta no Mundial de Construtores, 143 pontos atrás da campeã Ducati.

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Espargaró conquistou apenas um pódio e uma pole em seu ano de estreia com a Honda após a troca com a KTM, enquanto todos os pilotos da montadora japonesa criticaram problemas causados por uma falta de aderência traseira.

O espanhol foi particularmente afetado por ter apenas cinco dias de pré-temporada em 2021, todos no Catar, antes do início da temporada. No final de 2021, ele admitiu que "não estava pronto" para a primeira corrida.

Novamente, a pré-temporada 2022 contará com apenas cinco dias, mas agora divididos: dois em Sepang, na Malásia, e três em Mandalika, na Indonésia, sem contar com as sessões para novatos.

No segundo dia dos testes de pós-temporada em Jerez, em novembro do ano passado, o protótipo de 2022 da Honda foi elogiado pelos pilotos, mas Espargaró admite que ainda é muito cedo para dizer o quão melhor a moto é em comparação à antecessora.

"A moto é melhor, mas ainda é cedo para dizer o quanto, porque, em primeiro lugar, precisamos colocar a moto na pista junto com as demais, para vermos onde estamos", disse Espargaró na semana passada, durante coletiva da Honda.

"Não somos os únicos nesse jogo, e não somos os únicos com uma moto nova. Todos estão fazendo o mesmo e todos darão um passo adiante, então veremos em alguns dias na Malásia o quão boa essa moto é em comparação com as demais".

Pol Espargaro, Repsol Honda Team

Pol Espargaro, Repsol Honda Team

Photo by: Gold and Goose / Motorsport Images

"Então, não tem sentido em dizer que a moto é muito melhor se for dois décimos mais rápida e o resto conseguir melhorar em meio segundo. Então é algo que precisamos seguir trabalhando, e veremos nas primeiras corridas, mesmo se não estivermos no topo, não significará nada".

"A nova moto leva tempo. Infelizmente, temos apenas cinco dias de teste, o que acho que seja suficiente, mas, se não for, sem pânico. Teremos a chance de melhorar a moto ao termos quatro pilotos de fábrica com performance total [Espargaró e Márquez na equipe oficial e Álex Márquez e Takaaki Nakagami na LCR], o que significa que a moto será bem melhor logo".

Enquanto a aderência traseira foi o principal pedido dos pilotos da Honda, e que aparentemente foi entregue com o protótipo de 2022, Espargaró nota que a moto precisa de mais potência para bater de frente com a Ducati.

"O que pedimos, e a aderência também era algo importante para todos nós, é algo que vimos no passado, com a Ducati sendo muito rápida nas retas. É chave para ultrapassar e lutar nas corridas".

"Então, se queremos uma boa temporada, com mais Ducatis no grid, precisamos ser mais rápidas na reta para tentar lutar contra elas, recuperando posições ou nos defendendo. Tudo é importante, tudo importa. O caminho é bom, mas precisamos manter a calma".

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